Escuridão... Bom aí é mais complicado
buscar a luz quando há escuridão, não gosto de deixar buracos em aberto, corro
tentando tapá-los, refazendo momentos, explicando situações, tentando demonstrar
que não havia má intenção de ninguém apenas desencontros.
Bolas de Fogo... Por óbvio, a relação
eterna não existe por mais fogosa e explosiva que seja o desgaste é natural,
pessoas sempre se magoam, considero importante entender o outro lado, conhecer
suas razões e apoiar suas decisões, mesmo que sejam no meu ponto de vista em
nada favoráveis a mim.
Besta... Sempre me dedico a rever todo o
acontecido, as marcas deixadas em todos, o que me parece correto pode ser na
interpretação do outro “uma baita sacanagem”, nada a ver com a besta, apenas
isso passa pelo jogo das expectativas que montamos em nós a respeito do outro
que idealizamos.
Enxofre... Então os finais acabam demorando-se,
arrastados, pois não priorizo vivê-los emocionalmente, busco evitar situações
mal cheirosas, apesar de admitir que todas as minhas emoções disponíveis
afetadas o são, vivo-as, curto e separo dos passos a serem dados que procuro
serem sempre iluminados pela razão.
Anticristo... O que nem sempre ajuda muito no outro lado da história, não acredito na contradição
dualista do bem e do mal, não gosto de sair de coisa nenhuma de maneira mal
resolvida, gosto de fechar as pontas direitinhas e nunca mais precisar voltar a
olhar para o passado, é então um final definitivo, pois não podemos deixar
pendências que nos levem a voltar a remoer situações que não mais devem
ocorrer.
Apocalipse... Não acredito em reatar,
terminou? Tem que ser ponto final, pois
do contrário é apenas uma crise e enquanto for crise tem solução, tem vida, mas
sabe-se sempre quando o caminho do final está sendo trilhado, viver bem isso é
constante tentativa minha para que no momento do apocalipse o grande e real
final aconteça tudo esteja nos conformes e haja apenas a sensação de vazio
gerada pela construção inacabada.
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