Meu questionamento inicial passava pela
realidade da vida acordada comparada à vida sonhada, confesso apenas tratei o
entorno da questão, nunca me dediquei a lembrar-me dos sonhos, anotá-los buscar
sua repetição e continuação, o que era inato em mim na infância, confesso
relaxei, talvez retome esse tema, meus próximos presentes o dirão.
Bom, no momento tenho trabalhado a questão
da fronteira entre a razão do dito são e do dito louco, pois como dizem os
filósofos, a loucura tem sua própria razão, em outras palavras o louco tem
fortes bases racionais para justificar seu comportamento, como posso
estabelecer as fronteiras entre essas duas razões, quanto conceitualmente louco
o sou, talvez o que chamo em mim de racionalidade seja na verdade loucura e
lembro que gostava na minha adolescência dos Mutantes cantando "mais louco
que eu é quem não é feliz".
Difícil aceitar ao natural, o escondido
dentro de mim, minhas decisões que apesar de socialmente aceitas, internamente
demonstram uma grande contradição, escolho um rumo insisto nele, vou até as últimas
consequências.
Quando verifico alguém falando com um ser
imaginário, e insistindo na realidade de sua existência, penso nada tem de diferente
aos vários diálogos que enfrento comigo mesmo, talvez apenas ele tenha uma
imaginação mais fértil que a minha e consegue visualizar o ser representado por
cada conversa.
Essas fronteiras entre a razão e a
loucura, entre o sonhar e o acordado, entre a fantasia e o real, tenho-as
administrado bem? Qual a quantidade de processos que executo em nome das minhas
fantasias? E quantas atitudes dirigidas por plantações feitas por outros sem
que tenha consciência?
Não que seja importante me definir como
são ou louco isso em nada mudaria minha essência, porém sempre me parece
importante transparência interna, principalmente a clareza do conhecimento de o
que realmente sou e não como me veem, pois a priori ninguém me vê apenas enxergam
a imagem que fazem de mim em suas cabeças e esta em nada pode me afetar.
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