quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Blefar é o Padrão do Bate Boca na Rede.

     Na mesa armada em redes sociais conhecidas escondidos atrás das cartas posicionam-se profissionais e amadores, uma insalubre mistura explosiva de muitos interesses, participam desse jogo organizações de diversificados matizes ideológicos, seus objetivos nesse meio são somados aos esforços dos meios de comunicação usuais, é um jogo moderno que busca reproduzir o efeito líder de rebanho em que ovelhas guias habilmente dirigidas por pastores conduzem-no na direção desejada.

     Cria-se um muro a dividir o que é serviço à humanidade e o que é servir-se desta, se por um lado a exposição sistemática de argumentos consistentes nos permite abrir a perspectiva de ampliar a reflexão por parte das pessoas que participam da discussão, em contrapartida oportuniza a divulgação de slogans de guerra habilmente construídos com apoio de sérios estudos do comportamento humano buscando em seus efeitos seduzir o homem para as práticas que o escravizam.

     Neste vale tudo caracterizado por ser panfletário logo destituído de preocupação maior com a construção de verdade editam-se notícias, criam-se fatos, manipulam a ciência, fraudam documentos e com base nessas falsas ocorrências produz-se a sentença no sentido da justificação de objetivos predefinidos, sempre com uma pitada de agressividade que traz como vantagem mexer na indignação do leitor desatento.                  
    
     Encontramos muita gente bem intencionada na busca da boa batalha tentando colocar argumentos e lucidez na mesa, isso até perderem a paciência com a intromissão premeditadamente zombeteira debochada e violenta na busca do desarmar a conversa espalhando uma nuvem de fumaça sobre o tema real, escondendo assim a lucidez dos argumentos com um cobertor de frases de efeito de fácil aprovação e vazio significado.

     Duvidar da premeditação marqueteira destas intervenções é esbanjar ingenuidade quanto aos assalariados do poder econômico com seus interesses muito conhecidos em momento do mais absoluto sucesso da acumulação econômica e manipulação social, seus esforços para manter e aumentar a superficialidade do conhecimento via degradação da arte, da filosofia e da lógica matemática com especialização do pensar que nos transforma em simples peças desta construção desumana que é a sociedade da guerra pelo maior consumo.

     Os homens livres têm por obrigação denunciar este blefar que é o padrão do bate boca na rede evitando cair nas armadilhas da dualidade de argumentação, não existe esta disputa entre o bem e o mal esta orquestração interessa apenas aos mesmos de sempre e é preciso combatê-la em cada trincheira trazendo esclarecimento e reflexão em todos os espaços que lhes são oportunizados, não como donos da verdade que é por si só uma manifestação fascista e sim para construir a verdade que traz o crescimento da natureza e como parte desta do homem. 

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

As Delicadas Marcas de Pés na Areia.

     Amanheceu na praia à beira do mar com aquela sequência de esculturas criadas pela suave pressão de pés sobre a areia a demarcar passos, ao vê-los concluí que foram realizados por alguma misteriosa entidade focada em convidar-me a decifrar suas incógnitas certezas através de fantasiosas chamadas a minha imaginação, se me pedes garantias da minha descoberta só as posso dar na direção de sua mais completa virtualidade não podendo nem lhe afirmar que não teriam sido minhas próprias marcas de outros tempos de outros espaços.

     Impossível me é evitar a associação a seres em mim descritos como reais e por certo assim o são se ninguém os criou eu com certeza os esculpi em meus pensamentos, lhes dei a cor dos olhos o tamanho dos cabelos a pureza dos lábios e principalmente a esperança de caminhar ao seu lado, em algum mágico momento me fazia de seu complemento em resposta a um acalentado desejo que tão somente eu sei ser o seu, sim não só criei como lhes dei finalidade associando esta por certo a mim mesmo e às minhas necessidades.

     Por favor, não me cobre o detalhamento da personagem não posso precisar mais o gênero a raça nem mesmo seu tamanho ou sua graça, durante minha caminhada em companhia desses passos marcados no chão tal qual um camaleão ela correspondeu a desejos concorrentes em mim existentes, todos lindos e capazes independente de sua especificidade a atender minhas multifacetadas carências sendo sempre o outro do momento.

     Certamente rastros que deixei também já foram pedaços de infernos ou céus em outros também estes me enxergaram de tantos jeitos e maneiras que a infinidade dos números não me permite contar e por mais que busque não encontro nunca espelho que assim me reflita permitindo que eu me contemple transmutado na imagem que foi pensada de mim por outrem, assim sendo sou condenado a eternamente ficar com a figura que tenho de mim mesmo.

     Todos esses fantasmas criados à imagem e semelhança do ser humano são pensamentos irmãos independem para tal de classificarem-se como amigos ou de catalogarem-se como inimigos, inclusive não importa de onde advêm são sempre desiguais, visões originárias do mesmo ou de distintos seres têm em sua unicidade o diferencial que nos iguala, nossa individualidade no espaço e no tempo é o DNA a comprovar nossa origem única.


     Se as delicadas marcas de pés na areia como licença poética impõem-se com mais força que o ruído de tantas outras pistas com as quais nos defrontamos no dia a dia, marcas que iniciam nos nossos sonhos e prolongam-se até o estertor do dia, estas que podemos chamar de chulas presenças são guias tão propícias como as classificadas de ricas rimas para alimentar nossa fome de vida, só é possível saciá-la com este recurso nutricional que produzimos ao lermos e interpretarmos os obstáculos que se interpõe entre nós e a natureza no tempo.      

domingo, 8 de janeiro de 2017

Mate-o com um Único e Certeiro Tiro.

     Golias, nefasto perverso sistema, apesar de gigante frente a Davi, bendito assumido ser humano, é candidato natural a ser destruído, tal como David com sua pedra armada em uma pequena e simples atiradeira temos nós uma única e certeira bala a tornar-nos candidatos à vitória final, o adversário definido por seu tamanho que podemos identificar como próprio marco da sua vulnerabilidade, sendo poderoso só o é pelo desleixo nosso em combatê-lo, o sistema nada mais é do que a soma das nossas submissões e a cada passo que damos para decifrarmo-nos evitando as distrações do ato de conhecermo-nos a nós mesmos negação esta que ele insistentemente nos propõe como forma de escravidão, o está sim destruindo.

     Claro está que cultivarmos o autoconhecimento apavora as instituições, sempre que crescemos em consciência a reação vem com o primeiro ato de agressão que é desestabilizar qualquer acesso nosso ao conhecimento e à cultura, pois esses são os caminhos naturais à resistência, no intuito de assim o realizarem não abrem mão da corrupção, do exercício continuado do poder econômico, da divulgação irresponsável de mentiras úteis, da utilização de inúmeros iludidos inocentes e sempre que necessário a força das armas e dos tanques de guerra, minha vida é ínfima no tempo mesmo assim já os vi várias vezes no exercício dessas traquinagens desleais.

     Cada homem livre que nasce é um revés inaceitável para esta máquina de esmagar homens não por sua força individual, mas sim pela semente que representa para o nascimento de novas resistências, além da perda para o sistema de um instrumento de propagação da miséria humana traz o empoderamento da resistência, da sociedade livre e justa que é o sonho de cada um de nós. Imagino que poderíamos buscar e criar intermináveis receitas de ajuda para criação de seres humanos plenos isto é livres, porém tem uma que nasceu e acompanha o homem desde sempre que é o conhecer-se a si mesmo cultivando o gostar de si.

     Acostumados e serviçais que somos constrangidos por uma moral à serviço do desmonte do homem a nos ufanarmos com a diminuição do outro e usando a dominação deste como critério único de satisfação individual, rebaixando-nos à vazia comparação como valor em si mesmo em substituição ao conhecimento e domínio de nós mesmos que é o real valor universal. Transformados em um exército de zumbis, mortos vivos devido à incapacidade de decidir por nós mesmos, andamos em cruzadas iluminadas pela fé de verdades alheias literalmente matando física e espiritualmente semelhantes em busca da condecoração máxima do sistema a etiqueta vazia de bem-sucedido.

     Mate-o com um único e certeiro tiro é o clamor dos novos tempos contra esse sistema que nos torna cúmplices infelizes da destruição do homem e da natureza e isso se pode fazer com o simples olhar interno em busca do que realmente nos dá prazer e felicidade, podes ter a certeza que aí não se encontrará nenhum dos troféus prometidos por esta equivocada sociedade que a civilização vem construindo no tempo, cada um que der este passo pelo acesso a sua máxima potência é o instrumento da construção de uma maioria de homens fortes, livres, iguais e justos.  

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Família suas Garras Fortes

     Talvez quem me acompanhe de perto estranhe meu depoimento que desacredita a instituição família quando me vê frequentemente acompanhado de um ou mais dos meus quatro filhos, frutos benditos de minhas duas longas experiências familiares, ou ainda de minhas irmãs e sobrinhos consequência direta ou indireta da família originada por meus pais, é fato frequentemente repetido o usufruir juntos de um café expresso ou sitiar uma mesa de cerveja em um simples bar sempre repartindo em igualdade a opinião, a filosofia e a vida, não tão eventualmente me encontre também acompanhado deles a percorrer a feira orgânica do Bom Fim na nossa cidade de Porto Alegre, partilhando momentos nas nossas especiais salas de cinema a celebrar filmes e não raro lermos e ouvirmos poesia juntos em um sarau, sim desde que me conheço por gente estive envolvido em família inicialmente na gerada por meus pais e em continuação nas que me candidatei a construir.      

     Através da personagem criança, Betinha (Cristina Pereira), a diretora Ana Carolina em seu primeiro filme de ficção “Mar de Rosas” (1977), que pude assistir em meados de 2016 graças à programação da Sala Redenção, película dirigida nos anos setenta que oportuniza discutir a questão família, um filme bem a cara da década na qual ela o concebeu e dirigiu, apresenta seus personagens em constante movimento refletindo a característica da sociedade daqueles tempos, a ideia de buscar repensar o homem e sua relação com a comunidade está fortemente presente, em especial naquele Brasil recheado de autoritarismo com uma crescente contestação popular interna contra a sua prática.

     Muito de meu agrado é a análise, como foi proposta pela diretora, da relação entre as instituições família e estado, acredito que a primeira, o núcleo familiar, na prática funciona como campo de provas para os futuros comportamentos no da segunda, a organização nacional, sendo a família um legítimo estado em miniatura com todos os seus problemas e soluções, muito embora ainda estivéssemos em tempos de censura, impedimento claro para referenciar diretamente o autoritarismo do governo, as situações e estruturas que envolvem os viajantes de maneira implícita denunciam este fato, podemos até falar em uma premonição desta desestruturação que hoje vemos de toda a organização social em nossa terra e no mundo, o poder exercido em sua crueza e violência.

     Estarei imaginando coisas quando vejo dentro das casas a violência escancarada do mais forte tanto no aspecto físico como no econômico a exercer a posse continuada das outras personagens do lar como fonte de ensino do autoritarismo, quando enxergo nestes mesmos espaços o achatamento das minorias começando pelas mulheres e seguindo com os membros que fugiram da escolha padrão de gênero uma verdadeira aula de discriminação, eu penso que não, construímos um arcabouço moral exatamente e premeditadamente para utilizar a instituição familiar como fonte renovada de um exército de mão de obra para manter a sociedade injusta que temos, urge repensar a família como ponto de partida para uma nova humanidade. 

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

As Montanhas que a Fé não Remove

     Diz o dito popular que a fé remove montanhas o dia a dia em sua realidade parece discordar não só por sua comprovada incapacidade de afastar obstáculos geográficos como por sua impotência quanto a quaisquer mudanças para um homem melhor a não ser que nos arriscássemos a considerar aperfeiçoamento a perda da liberdade que se manifesta em um livre-arbítrio definido pelo estranho direito de abraçar uma verdade que a priori não é a sua e sim uma bondade de terceiros de uma entidade iluminada fruto de nossa fértil imaginação ou ainda a humilhante submissão que nos joga no masoquismo de uma censura permanente de conceitos cultuados por um código acordado de bom senso, portanto não nossos e que resulta no eterno abrir mão do crescimento como ser humano.

     O exercício despótico do poder é o primeiro monte intransponível não só a fé não o vence como até existe uma estranha aproximação entre ambos, onde há poder a fé cresce em sua proximidade, quase sempre cúmplice ajudando sua ampliação, conduzidos a respeitar e cooperar com o sistema dominador constituído independente de seu perfil, infelizmente nas questões da fé sempre se encontra intermediários com autorização para interpretar as tábuas da lei dentro de suas conveniências, para esse interposto sempre é aconselhável servir aos dois senhores ao que ele próprio criou para escravizar o homem e ao que pode pagar melhor por esse escravo, podemos ter certeza de que não é ao acaso que os arautos da fé estão sempre qual mariposa no entorno da luz a circular em torno do poder constituído.

     A diversificada fobia da discriminação é um segundo cume intransponível sua própria natureza com o conceito de eleitos estabelece a diferença entre os que acreditam e os que rejeitam o pacote fechado de bondades e culpas, a partir dessa primeira separação entre o trigo e o joio todas as outras se tornam possíveis muitas vezes desejáveis escudadas por leis e juízos falando em nome de um pseudo bem universal, como se pudéssemos simplificar todas as coisas nesse dualismo, discriminam-se comportamentos, gêneros, grupos sociais, raças que injustificadamente são associados ao mal por seu pensamento desalinhado das regras por definição cegamente aceitas.

     A perversa escravidão do homem pelo homem talvez seja o obstáculo mais difícil senão impossível de ser transposto prega-se o sucesso como uma benção mais forte do que o sentimento de justiça mesmo que esse sucesso seja o acúmulo de mais valia, movimentos de caridade milimetricamente calculada justificam a expropriação indevida como se distribuição das sobras pudesse limpar consciências, de fato agrupam-se rituais de mais iguais cobertos de méritos auto-ortogados em nome de um sobrenatural que os isenta dos compromissos com a humanidade.


    O que remove montanhas não é a fé e sim o compromisso com o gostar de si ao limite de transcender a submissão que nos diminui tornando-nos livres senhores tão somente de nós mesmos e como tais andando lado a lado cooperativamente com outros também libertos venceremos todos os obstáculos com os quais nos defrontaremos.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Conversa insana de bar

     Em torno de um trago línguas soltas refletem pensamentos do momento onde quase sempre mais vale ganhar a discussão do que ter razão e parece que o mundo virou uma enorme mesa de bar, o que por si só não é um mal caso como na parceria do boteco noutro dia estivesse tudo zerado pronto para um novo apito inicial e bola pra frente, a brincadeira do momento é juntar frases em forma de argumento sem compromisso com nenhum embasamento teórico ou prático, pensá-los está fora de cogitação é na força do grito palavras de ordem definidas como verdade primeira, portanto dispensam quaisquer justificativas ou razão desde que sejam gritadas com raivosa agressividade por falsos surdos empenhados em falar e descompromissados com o ouvir.

     Para que ler um livro se posso em qualquer citação ver a frase que me interessa mesmo que esteja fora do contexto da obra original ou inclusive que resulte de uma falsa interpretação desta, o importante é que me dê à razão e assim sirva como token incontestável a autorizar-me a gritar meus cantos de uma guerra antecipadamente ganha já que não reconheço o direito do adversário de ter algum tipo de reação inteligente, em outras palavras venço por decreto consagrando um desrespeito ao oponente e quase sempre derivando para um descambar em burlescas agressões como se o xingamento fosse a própria razão, por infelicidade é isso que encontro na maior parte das manifestações.

     Vejo também que nem sempre dá segurança este comportamento simplório muitas vezes é de bom tom ceder à tentação de criar nossas próprias mentiras falsificando os fatos no sentido de certificarem a nossa versão preferencialmente nos servindo como fala o dito popular de que um fato inventado repetido muitas vezes torna-se real no imaginário de quem nos cerca e até nós mesmos de modo inconsciente o renegamos como fruto de nossa fértil imaginação, satisfeitos propagamos inverdades sobre terceiros que como as penas de um travesseiro depois de espalhadas pelo vento impossível de ser recuperadas serão.

     Parece parte da receita nunca deixar de utilizar as ditas palavras sagradas Deus, família e propriedade, que tem a força de em seu nome validar qualquer coisa independente de ser uma simples argumentação, um ato violento ou até uma guerra de extermínio via subnutrição via desequilíbrio emocional via humilhação reiterada como o são as batalhas modernas, pois embora não sabendo os porquês essas invenções do homem permitem-lhe exercer a autoridade de tão bem plantadas que estão na dita moral da humanidade, chega a ser incompreensível pela negação de seu próprio significado os atos que se executam em nome dessa santíssima trindade de vocábulos que no fundo significam uma e mesma coisa o direito de exercer poder.


     Confesso minha impotência para lutar contra esse quadro mesmo assim não cedo ao impulso de retirar-me do campo de batalha, permaneço partilhando este mundão mesa de bar mesmo sendo a minha posição minoritária a que propaga e mantém a esperança do fim da exploração do homem pelo homem.       

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Descaminhos, o Homem e sua consciência.

     Pois é quando falamos do moralmente certo ou errado como indivíduo, o modo como cada um se percebe, da maneira que expõe suas motivações pessoais em suas manifestações públicas à interioridade que as mesmas desnudam ou nos obrigam a admitir o descaminho da consciência por forças de manipulação do coletivo ou somos forçados a aceitar que os novos tempos estejam carregados de um individualismo insano por sua superficialidade e egocentrismo autodestrutivo, cada qual com seu ódio gratuito feroz dispensado de razões que não justificam simples e puramente o seu existir.

     Fica dia a dia mais transparente na ingenuidade e virulência de seus argumentos a legião dos incapazes de vivenciar, experimentar ou compreender seu mundo interior, envolvidos que estão na superficialidade de palavras de ordem que colocam foco não apenas no desmerecimento do outro como também na atitude de agressão tanto por palavras como por atos assim compensando sua falta de autoestima com este falso autoelogio que é a diminuição de outrem, jogam no time que vê seu próximo como concorrente logo alguém a ser vencido.

     Prefiro sempre desconfiar dos acasos em particular da direção majoritária dos ventos da opinião e dos fenômenos políticos de efeito dominó em blocos de nações de forte sujeição econômica ao império, respeitadas as diferentes situações de maturidade política social e econômica as desestabilizações de estruturas de poder e sua renovação seguem sim uma preparada receita de bolo com objetivos maiores que os interesses internos do povo desses países.

     De qualquer maneira não podemos esquecer os esforços permanentes de orientação externos voltados a adequar a educação às necessidades de mão de obra para o dito mercado global, foco sempre na operação, buscando a formação de operadores para o sistema, desprestigiando o pensar global que coloque em risco a engenharia de poder hoje existente, na opinião deles o que o mercado necessita são especialistas de preferência desconectados das mobilizações em redes globais voltadas à realização do homem e da humanidade e em particular na desvinculação com a sua comunidade local.

     Quando recordo das discussões no passado sobre propaganda subliminar no intuito de ultrapassar a camada de segurança da consciência despertando o desejo do consumo livre de filtros individuais, constato que em nossa ingenuidade não nos apercebemos que isso seria utilizado para gestão dos homens a nível global, o simples fato de a sociedade ter geometricamente aumentado sua conectividade com a consequente escuta e armazenamento em grandes bancos de dados dos comportamentos individuais e coletivos permite hoje dar a mensagem correta, mesmo que fruto de falsificação grotesca, na mídia e nas redes sociais e assim obter a modelagem dos comportamentos políticos dentro da sociedade no chamado efeito rebanho.