Golias, nefasto
perverso sistema, apesar de gigante frente a Davi, bendito assumido ser humano,
é candidato natural a ser destruído, tal como David com sua pedra armada em uma
pequena e simples atiradeira temos nós uma única e certeira bala a tornar-nos candidatos
à vitória final, o adversário definido por seu tamanho que podemos identificar
como próprio marco da sua vulnerabilidade, sendo poderoso só o é pelo desleixo
nosso em combatê-lo, o sistema nada mais é do que a soma das nossas submissões
e a cada passo que damos para decifrarmo-nos evitando as distrações do ato de
conhecermo-nos a nós mesmos negação esta que ele insistentemente nos propõe
como forma de escravidão, o está sim destruindo.
Claro está que
cultivarmos o autoconhecimento apavora as instituições, sempre que crescemos em
consciência a reação vem com o primeiro ato de agressão que é desestabilizar
qualquer acesso nosso ao conhecimento e à cultura, pois esses são os caminhos
naturais à resistência, no intuito de assim o realizarem não abrem mão da
corrupção, do exercício continuado do poder econômico, da divulgação
irresponsável de mentiras úteis, da utilização de inúmeros iludidos inocentes e
sempre que necessário a força das armas e dos tanques de
guerra, minha vida é ínfima no tempo mesmo assim já os vi várias vezes no
exercício dessas traquinagens desleais.
Cada homem livre
que nasce é um revés inaceitável para esta máquina de esmagar homens não por
sua força individual, mas sim pela semente que representa para o nascimento de
novas resistências, além da perda para o sistema de um instrumento de
propagação da miséria humana traz o empoderamento da resistência, da sociedade
livre e justa que é o sonho de cada um de nós. Imagino que poderíamos buscar e
criar intermináveis receitas de ajuda para criação de seres humanos plenos isto
é livres, porém tem uma que nasceu e acompanha o homem desde sempre que é o
conhecer-se a si mesmo cultivando o gostar de si.
Acostumados e
serviçais que somos constrangidos por uma moral à serviço do desmonte do homem
a nos ufanarmos com a diminuição do outro e usando a dominação deste como
critério único de satisfação individual, rebaixando-nos à vazia comparação como
valor em si mesmo em substituição ao conhecimento e domínio de nós mesmos que é
o real valor universal. Transformados em um exército de zumbis, mortos vivos
devido à incapacidade de decidir por nós mesmos, andamos em cruzadas iluminadas
pela fé de verdades alheias literalmente matando física e espiritualmente
semelhantes em busca da condecoração máxima do sistema a etiqueta vazia de bem-sucedido.
Nenhum comentário:
Postar um comentário