quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Descaminhos, o Homem e sua consciência.

     Pois é quando falamos do moralmente certo ou errado como indivíduo, o modo como cada um se percebe, da maneira que expõe suas motivações pessoais em suas manifestações públicas à interioridade que as mesmas desnudam ou nos obrigam a admitir o descaminho da consciência por forças de manipulação do coletivo ou somos forçados a aceitar que os novos tempos estejam carregados de um individualismo insano por sua superficialidade e egocentrismo autodestrutivo, cada qual com seu ódio gratuito feroz dispensado de razões que não justificam simples e puramente o seu existir.

     Fica dia a dia mais transparente na ingenuidade e virulência de seus argumentos a legião dos incapazes de vivenciar, experimentar ou compreender seu mundo interior, envolvidos que estão na superficialidade de palavras de ordem que colocam foco não apenas no desmerecimento do outro como também na atitude de agressão tanto por palavras como por atos assim compensando sua falta de autoestima com este falso autoelogio que é a diminuição de outrem, jogam no time que vê seu próximo como concorrente logo alguém a ser vencido.

     Prefiro sempre desconfiar dos acasos em particular da direção majoritária dos ventos da opinião e dos fenômenos políticos de efeito dominó em blocos de nações de forte sujeição econômica ao império, respeitadas as diferentes situações de maturidade política social e econômica as desestabilizações de estruturas de poder e sua renovação seguem sim uma preparada receita de bolo com objetivos maiores que os interesses internos do povo desses países.

     De qualquer maneira não podemos esquecer os esforços permanentes de orientação externos voltados a adequar a educação às necessidades de mão de obra para o dito mercado global, foco sempre na operação, buscando a formação de operadores para o sistema, desprestigiando o pensar global que coloque em risco a engenharia de poder hoje existente, na opinião deles o que o mercado necessita são especialistas de preferência desconectados das mobilizações em redes globais voltadas à realização do homem e da humanidade e em particular na desvinculação com a sua comunidade local.

     Quando recordo das discussões no passado sobre propaganda subliminar no intuito de ultrapassar a camada de segurança da consciência despertando o desejo do consumo livre de filtros individuais, constato que em nossa ingenuidade não nos apercebemos que isso seria utilizado para gestão dos homens a nível global, o simples fato de a sociedade ter geometricamente aumentado sua conectividade com a consequente escuta e armazenamento em grandes bancos de dados dos comportamentos individuais e coletivos permite hoje dar a mensagem correta, mesmo que fruto de falsificação grotesca, na mídia e nas redes sociais e assim obter a modelagem dos comportamentos políticos dentro da sociedade no chamado efeito rebanho. 

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