Tuas palavras, discurso avaliar posso,
Tua pessoa, julgar seria indecente,
Molde feito caixão, para ninguém eu endosso,
Por aderir à causa doutro então a si mente.
Palavras ao vento circulam no
tempo,
Sempre assim o foi nas nossas
comunidades,
Os passivos viram a vida em
passatempo,
Os ativos espalham as novas
verdades.
Digo que as palavras da vida são
sempre eco,
Nunca vida será a frase submetida,
Inverso o discurso me transforma em
boneco,
E não tem o homem a dignidade
mantida.
A inexistência do ontem só projeta
o muro,
Separa a frase presente doutra
qualquer,
Sabemos não se repetirá no futuro,
Dito já está morto e existir não
requer.
Investiga-nos hoje algoritmos big
data,
No momento nos faz evitar o pensar,
Assim exploradora maquina, nos
cata,
E como discurso desata a nos
prensar.
Resistindo sempre ao momento
rebanho,
A força da solidão estampa
liberdade,
Evitando a discriminação do
tacanho,
Tenho vida independente e maturidade.
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