Ele me chamou,
estava no meu canto quieto nulo como sempre, quis compreender, não havia
história possível, fiquei atento pretendia decifrar o que viria, não consigo
fugir sempre quero saber, na medida em que ele caminhava na minha direção, cada
vez mais próximo eu perplexo tentava desvendar o motivo, sabia que havia algo
por trás da simples chamada do meu nome, não conseguia desvendar sua oculta motivação
me faltavam lembranças.
“Cara percebeste
o que fizeste”, foi o impacto da primeira frase que ouvi após o meu nome,
continuei perplexo não tinha a menor ideia sobre o que ele estava falando, mas
por certo além da surpresa me remoia uma culpa, bem coisa minha eu sei sempre
por trás da indisposição de terceiros acreditava ter parte nisso, alguma coisa
eu teria por certo feito.
“Não posso crer
que tenhas escrito sobre nós”, continuou ele, calado eu tentava resolver o
enigma de onde ele queria chegar? Rapidamente minhas últimas postagens passaram
pelo meu cérebro, em uma revisão impecável concluí não nunca tinha escrito algo
que tivesse a ver com ele, nem poderia nossas relações senão inexistentes eram
estritamente sociais.
“Droga essa era
uma questão de nós dois nunca te autorizei a colocá-la em público”, continuava
ouvindo-o enquanto ele acelerava os passos, agora sim eu estava mesmo enlouquecido
nunca nada de relevante e inspirador tinha acontecido entre nós que
justificasse uma publicação minha nem direta nem indiretamente, convivíamos por
mero acaso, por passarmos pelos mesmos lugares e era só.
“Minha confiança em você está destruída não
posso mais me relacionar com alguém que escancara meus sentimentos”, agora sim
já ouvi essas palavras com ele parado na minha frente, ele está perturbado foi
a última coisa que me passou na cabeça, pois não tinha intimidade suficiente
para relatar qualquer coisa que tivesse nos acontecido, até porque não nos
aconteceu nada realmente, ou será que algo possa ter havido talvez eu tivesse
tão bêbado que não mais me lembrava, lá vou eu de novo achando razões para os
outros.
Lembrei-me então
de uma postagem em primeira pessoa por mim publicada, e percebi pelas críticas que
me dirigia que simplesmente ele deduziu que o texto tinha algo a ver consigo,
bom tenho que abrir o jogo para vocês eram questões de foro íntimo, que nunca
tinha comentado com ele nem com mais ninguém, onde me criticava por certas
posturas individualistas que tomava, e sei lá que número
de chapéu ele assumiu como do tamanho de sua cabeça vendo o mesmo como uma
afirmação direta de imaginárias confidências por si a mim feitas.
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