Assustadores
paredões tal qual cânions conformam-me caminhos que por certo não escolhi criados
também por processos de erosão se não em milhão pelo menos milhares de anos
civilizatórios, esculpiram-se principalmente pela ação dos ventos do poder e
das águas da acomodação, por certo um bom lugar para me perder de mim mesmo.
A persistente
ação do tempo, o qual nem podemos existência garantir, pode apenas ser uma
explicação do nosso pouco saber, cismado sempre fico com o pouco que dedico a
explorar poderes que o bem sei que tenho não como diferenciado, mas sim como
igual, ou seja, direitos que todos os possuímos.
Porque me tomo
logo hoje a tratar desse tema, só pelo fato de ter certo entendimento que
apenas a minha incompetência pode justificar os ultrapassados mecanismos que
uso para viver, talvez essa palavra “viver” seja muito forte, quem sabe opto
por “sobreviver” muito mais adequado a sofrível exploração das minhas
potencialidades.
Neste nosso mundo
dos ocupados desesperadamente correndo atrás de preenchimento do tempo, que nos
tira nossa sensata propriedade de autoridade sobre corpo e espírito, justifica-se
o merecido vestir do apelido de marionete, por certo tendo ainda como agravo o
estado de absoluto desconhecimento de quem nos manobra.
Quanto tempo nós perdemos
dissecando corpos e espíritos em busca de um entendimento que não está
localizado nas partes e sim no todo, dessa junção poderosa de corpo e alma é
que precisamos iluminação, seu funcionamento harmônico é o desafio de nossos
tempos com a missão de entendendo-o assumirmos o controle total de suas
potencialidades.
Derrubar estes
muros, fugir do caminho comum, encontrar nosso espaço-tempo individual elevarmo-nos
na potência máxima do ser humano e assim tornarmo-nos capazes de alumiar a
natureza exercendo finalmente a paterno-maternidade do próprio ato de ser.
Nenhum comentário:
Postar um comentário