Além da
genética carregamos de nossos antepassados a moral, ambas são construídas por mecanismos
de defesa durante a jornada da humanidade na busca de sobrevivência da espécie,
sendo a segunda por si própria antagônica a consciência individual portanto
deve ser continuadamente revisada por cada um de nós.
Como se
não bastasse virmos ao mundo com esta carga contra o livre arbítrio as
organizações que nos amparam até a fase adulta, família, igreja e escola são
militantes autoritários da causa, isto é, normalmente são hierarquizadas e encarregam-se
de muitas maneiras de nos colocar nos trilhos pré-definidos.
A
rebelião natural do ser humano que se constrói enfrentando a camisa de força
que insistem em nos vestir, define quem seremos em nossa vida adulta e por infelicidade
da sociedade tem resultado em uma maioria sem senso crítico dobrada por estas
ditas verdades universais.
Nos
tiram a vocação natural de descobridores e a substituem pela artificial de
passivos seguidores, o que resulta no que aí vemos um processo suicida da raça
humana onde em efeito manada destruímos a tudo que nos cerca a começar por nós mesmos.
Estancar
este processo exige uma revolução completa no sistema educacional, só um ser
humano livre pode construir a organização social fraterna colaborativa que pode
nos alçar a uma alta qualidade de vida tanto física como espiritual.
Como
ajudarmos a cada um desde antes do nascimento até a sua morte, a esculpir-se
como homem livre, é o grande desafio que os novos tempos exigem da humanidade
se esta deseja crescer em harmonia e por certo temos bagagem em quantidade
suficiente para o fazermos, só nos falta a decisão política.
Como as
muralhas que defendem um castelo e precisam ser derrubadas para que o possamos
penetrar, assim temos que combater todo autoritarismo no sistema educacional
participando ao máximo do seu dia a dia e exigindo que faça seu único trabalho que
é permitir que os humanos descubram-se como capazes de pensar.
Nossa
vocação política deve ser exercida em todas as causas contra a desigualdade e a
favor da justiça social, mas não pode abrir mão de priorizar um novo sistema
educacional inclusivo com qualidade capaz de possibilitar o nascimento de seres
humanos livres.
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