sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Evoluímos, Qual a Diferença entre um Faraó e um Magnata Moderno.

             O mesmo ingrediente é protagonista na receita usada pelo faraó para construir uma pirâmide que garante sua imortalidade do que manipulado pelo magnata moderno na montagem do império monetário, o trabalho escravo de muitos seres humanos.

 

Os faraós utilizavam seus exércitos para escravizar e manter milhares de pessoas trabalhando para seus interesses particulares com a utilização direta da força bruta, o escravo obedece sob a ameaça de morte do chicote e das armas que os exércitos dos faraós possuíam.

 

As mudanças só aconteceram com os donos do poder, depois dos faraós, os imperadores romanos na continuação os senhores feudais, em sequência os reis e nos novos tempos os governos modernos, nesta linha do tempo foram construídos mecanismos de justificativa “moral” via direito, medicina, religião que apenas escondem quem os garantem no poder dos seus exércitos.

 

 O foco é sempre o mesmo via violência determinar o esforço da maioria em favor da minoria, se nos tempos primitivos era garantido toda a parte nobre do tempo do explorado simplesmente pela força física hoje sofisticamos os mecanismos via ameaça constante de exclusão social respaldada por legislação, mecanismos de controle social e polícia.

 

Desde sempre tivemos uma elite religiosa, política e militar garantindo a existência dos governos e sua exploração da maioria da população para acumulação de riquezas nas mãos de poucos do próprio governo e esta elite que lhe dá sustentabilidade.

 

Os novos tempos nos trazem uma pequena mudança neste projeto, os governos suas forças militares e religiosas passaram a ser assalariados da elite que os sustenta, seu trabalho é garantir via mecanismos modernos o trabalho escravo da maioria, temos aí uma dúzia de famílias a coordenar países e povos em um processo de acumulação nunca visto pela humanidade.

 

Em síntese não evoluímos, apenas sofisticamos os mecanismos de termos muitíssimos seres humanos trabalhando para poucos e como vemos no dia a dia utilizando o mecanismo de sempre o extermínio de outros seres humanos sempre que ameacem seu poder de acumulação.    

 

O que nos oxigena de esperança é que hoje a própria natureza se rebelou contra este processo desenfreado de acumulação consumista inspirando o ser humano a seguir sua rebeldia nem que seja tão somente para garantir sua sobrevivência como comunidade humana.

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