segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Liberdade Religiosa & Libertinagem Religiosa.

                 A religião acompanha os seres humanos desde os primórdios de sua construção social, sempre funcionou como agente moderador e aconselhador do povo, bem como do poder e em todas as vezes que substituiu este papel por assumir o poder causou desastres lamentados até hoje pela humanidade.

 

                O respeito a liberdade religiosa é um direito constitucional em um país leigo como o nosso com profundas tradições religiosas e assim deve ser visto e respeitado inclusive na sua diversidade, o que abrange agnósticos e ateus, como separar o trigo do joio, entre a liberdade e a exploração da religiosidade é a grande questão.

 

                Nada justifica projetos econômicos e políticos executados por religiões, isto caracteriza desvio de função e como tal deve ser combatido, de fato é um abuso contra os fiéis e os leva a decidir via filtros indevidos de consciência descaracterizando a liberdade individual.

 

                Mais do que brigarem por fiéis as religiões mantém um corporativismo onde absolvem projetos pseudo-religiosos em nome de manterem privilégios que a todas beneficiam, é injustificável terem quaisquer benefícios pois representam uma associação de seres humanos como qualquer outra.

 

                Transparência econômica, imparcialidade política e espírito comunitário deveriam ser seu principal norte, infelizmente o que vemos são construções paternalistas hierarquizadas sempre dispostas a alianças com a estrutura de poder estabelecida na sociedade.

 

                Se dão conforto espiritual por um lado, o que é meritório, em contrapartida acabam abraçadas há interesses mesquinhos comprometidos com a discriminação e injustiça social causando grandes males a sociedade como um todo.

 

                Existe sim espaço para todas as manifestações religiosas, mas como a mulher de Cezar não basta apenas serem honestas tem que parecer honesta, todos os seus atos deveriam estar em uma vitrine e não na caixa preta que hoje administram.

 

                Talvez seja muito otimismo que esta transparência parta das próprias organizações religiosas, que seria o ideal, então que se crie mecanismos eficazes de controle e fiscalização a fim de merecerem a auto caracterização de beneméritas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário