quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Se devo ensinar a usar, então meu SW não existe

     Minha proposta não é analisar a existência física das linhas de código escritas e sim a aderência destas ao mundo real, aquele vivido por nosso usuário no seu dia a dia quando planeja, executa, avalia, e onde o sistema não o ajudando pode ser apenas um fardo a mais a ser carregado.    

     Muitas vezes participei de desgastantes e cansativas reuniões na busca de culpados, onde transferimos para os usuários via crédito na conta "uso incorreto do software" nossos problemas, se tem algo que foge da responsabilidade de quem utiliza nosso produto é o seu conhecimento do mesmo, o sistema oferecido é quem deve conhecer as necessidades do utilizador.

     Meu cliente, por óbvio, não tem nada a aprender sobre o software que disponibilizo, sua tarefa é conhecer o próprio negócio, suas principais regras e funcionalidades e é nesta direção que deve ser feito todo e qualquer investimento de tempo e treinamento, aparecendo o software apenas como um recurso de otimização do trabalho.

     O profissional no processo de informatização, independente do setor, concentra seus recursos em investimentos necessários para aumentar sua produtividade, utilizando sistemas que devem ser naturais, navegados de maneira intuitiva, com conceitos e símbolos usuais na sua comunidade.

     Somos tentados a propor sistemas que pecam pela falta de simplicidade, onde mostramos nosso apego à tecnologia que bem serve nossa vaidade, porém pouco compatível com as necessidades do usuário, de alavanca passamos a objetivo e com isso estamos roubando precioso tempo de nosso cliente.
      
     Ter um software vivo no mercado significa evitar somar obrigações para seu utilizador, significa simplificar tarefas agregando potência a cada uma delas, significa via bons resultados acrescer alegria e autoestima.

     Traçando um paralelo com o Futebol onde falamos que um bom juiz é aquele que não aparece durante o jogo, poderíamos na informática dizer: "Quanto mais transparente ao usuário, melhor é o software".  

2 comentários:

  1. Grande Daniel! Eu penso da mesma maneira. Os sistemas estão carregados de parafernália tecnológica que atrapalham o usuário na tarefa de descobrir a razão de existência do software. Ainda tenho esperança que os sistemas produzidos passem a mostrar somente as funcionalidades que o usuário executa no seu dia-a-dia, sem rodeios, sem firulas! Esta também é minha luta.

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  2. Caro José Mendes, é uma grande satisfação ser lido por você, o momento é importante, de mudança, e acredito mesmo que podemos vencer esta batalha e me alegra sua parceria nesta idéia

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