terça-feira, 8 de outubro de 2013

Estou escrevendo um Software que nasce morto?

     Sim, penso que sim, certamente não nos seus componentes, não no desenho de suas funcionalidades, mas na maneira como o concebo, na sua capacidade de aderência a organizações eficientes em uma sociedade globalizada, conectada e altamente competitiva.

     O que foi desejável por muito tempo, postos de trabalho disciplinados, comprometidos com processos repetitivos, trabalhando no conceito de linha de produção, hoje as organizações estão os substituindo por operadores que tenham talento, que tomam decisões, que sejam criativos.

     A tecnologia com seu avanço em velocidade geométrica tem possibilitado isso via automação de todas as tarefas repetitivas e substituição desses postos de trabalho.

     Estamos investindo muito dinheiro em linhas de código destinadas a engessar os operadores no dia a dia com regras e mais regras que inviabilizam a criatividade e o talento destes.

     Talento que cada vez mais é oportunidade única de promover a organização ao seleto grupo das bem-sucedidas.

     Quando penso que este tipo de organização está destinada a reorganizar-se ou desaparecer, estou dizendo que todo o investimento que faço em Software nessa organização está morto, isto é, estou sim construindo um Software que nasce morto, a empresa necessitará de um Software adequado à mudança ocorrida que a viabilize no mercado, sendo que, caso venha a sucumbir, não precise mais do Software.


     Como desenvolvedor, como analista, como consultor preciso escrever Software já pensando na empresa do amanhã onde quem vai utilizá-lo são talentos, tomadores de decisão, distribuídos por toda a organização, não no Software que os conduz por um caminho único pensado de cima para baixo. Tenho que oferecer muitas opções com alto grau de interação, oportunizando que a organização seja o conjunto criativo de seus colaboradores.

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