Sim, penso que sim, certamente não nos
seus componentes, não no desenho de suas funcionalidades, mas na maneira como o
concebo, na sua capacidade de aderência a organizações eficientes em uma
sociedade globalizada, conectada e altamente competitiva.
O que foi
desejável por muito tempo, postos de trabalho disciplinados, comprometidos com
processos repetitivos, trabalhando no conceito de linha de produção, hoje as
organizações estão os substituindo por operadores que tenham talento, que tomam
decisões, que sejam criativos.
A tecnologia
com seu avanço em velocidade geométrica tem possibilitado isso via automação de
todas as tarefas repetitivas e substituição desses postos de trabalho.
Estamos investindo muito dinheiro em
linhas de código destinadas a engessar os operadores no dia a dia com regras e
mais regras que inviabilizam a criatividade e o talento destes.
Talento que
cada vez mais é oportunidade única de promover a organização ao seleto grupo
das bem-sucedidas.
Quando penso que
este tipo de organização está destinada a reorganizar-se ou desaparecer, estou
dizendo que todo o investimento que faço em Software nessa organização está
morto, isto é, estou sim construindo um Software que nasce morto, a empresa
necessitará de um Software adequado à mudança ocorrida que a viabilize no
mercado, sendo que, caso venha a sucumbir, não precise mais do Software.
Como
desenvolvedor, como analista, como consultor preciso escrever Software já
pensando na empresa do amanhã onde quem vai utilizá-lo são talentos, tomadores
de decisão, distribuídos por toda a organização, não no Software que os conduz
por um caminho único pensado de cima para baixo. Tenho que oferecer muitas
opções com alto grau de interação, oportunizando que a organização seja o
conjunto criativo de seus colaboradores.
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