Posso ser tentado a procurar um Moisés,
com seus dez mandamentos gravados na Pedra, e seguindo-o passo a passo obter o
paraíso para meu negócio? Seria possível assim chegar aos melhores resultados?
Parece-me difícil aceitar que entre tantos outros que seguirão as mesmas leis
terei algum diferencial que me permita o tão almejado sucesso.
O mercado nos apresenta inúmeras receitas,
sempre receitas de sucesso garantido, sempre escritas depois do sucesso
alcançado, curioso é que enquanto estou atrás da receita do momento, sempre um
não seguidor atinge seus propósitos e por seu êxito gera uma nova receita.
A melhor imagem que vi retratando com
força essa opção decadente é a crítica ao sistema educacional no filme
"The Wall", em que aparece uma animação mostrando milhares de estudantes
todos iguais gerados a partir de uma máquina de moer carne que os põe a marchar
em enormes filas indianas.
Parece-me óbvio que o bom caminho só pode
ser criado, nunca copiado, muito mais importante do que seguir as trilhas já
percorridas é refletir sobre o contexto, sobre os desafios enfrentados e
detectar onde se manifesta a criatividade, quais e que talentos humanos
participam do processo.
Como desenvolvedor, tanto em uma casa de
software como em uma corporação, o processo envolve não só a área de Tecnologia
da Informação, mas a organização como um todo, certamente não adianta ser
criativo para informatizar um negócio preso a uma camisa de força.
Por isso acredito na gestão horizontal
através das pessoas com seus pontos fortes e fracos, na estrada construída sob
medida para cada organização, caso a caso, aproveitando o conjunto de recursos humanos
internos e externos disponíveis, buscando o tal do "encaixe", figura
de linguagem muito utilizada no futebol que identifica os
times ganhadores.
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