quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Casa de ferreiro espeto de pau

     O que é bom para meu cliente não serve para mim? Vendo a ideia que ele vai ganhar produtividade automatizando seus processos, por que o mesmo não seria válido para o meu processo de desenvolvimento de sistemas? Fugir da automação do meu dia a dia nada mais é do que "casa de ferreiro, espeto de pau", como se diz aqui no sul entre nós gaúchos.

     O que quero dizer com essa frase popular é que advogo uma causa que não adoto, e tenho encontrado na comunidade de informática, que tem como missão aumentar a produtividade de seus usuários através da automação de seus processos de trabalho, dificuldade em aceitar que sua produtividade pode ser aumentada pela automação do seu trabalho de codificação.
         
     Obviamente que uma parte dos desenvolvedores trabalha na produção de ferramentas de produtividade para a própria comunidade de TI, estes certamente escolhem a linguagem mais apropriada para desenvolvimento dessas ferramentas, porém eu como analista de negócio que vai informatizar o usuário final, tenho obrigação de utilizar todos os recursos possíveis para atender meus clientes com mais qualidade e produtividade evitando penalizá-los em tempo e valor.

     Lembro novamente Warnier, o tempo tem comprovado acerto de suas pesquisas quando afirmava que no desenvolvimento de sistemas dez por cento de nosso tempo é dedicado à solução do problema e noventa por cento à tarefa enfadonha de escrever código, defendendo a ideia de que deveríamos separar o analista de negócio do codificador, inclusive salientando que após a solução do problema durante a codificação a tendência é de perda de foco, e por isso nessa hora geramos ao escrever o código a maior quantidade de erros, nossos famosos bug's.

     Felizmente evoluímos, hoje podemos descrever a solução do problema e automatizar a tarefa de codificar substituindo-a por ferramentas, com a vantagem de estas serem construídas por especialistas que para cada diferente regra de negócio escolhe as linhas de código mais adequadas para cada linguagem e banco de dados.


     Em mais de vinte anos, convivendo com uma grande comunidade distribuída por todo o mundo utilizando uma destas ferramentas, o Genexus, não encontrei desafios, independente de complexidade, que não pudesse resolver com sua utilização liberando em tempos consideravelmente menores excelentes aplicativos.

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