domingo, 26 de abril de 2020

Nação Brasileira Refém da Chantagem Moral do Combate a Corrupção.


                A corrupção não é um privilégio da área pública ocorre também na área privada, não é um privilégio das nações pobres existe nas nações ricas, não é dos dias de hoje em nossa pátria mas nos acompanha desde nosso descobrimento, talvez nossa particularidade brasileira seja o seu uso para falsamente validar golpes autoritários contra governos populares via chantagem moral.
  
Busquei ao acaso uma definição para estarmos a conversar sobre uma mesma definição, “A corrupção social ou estatal é caracterizada pela incapacidade moral dos cidadãos de assumir compromissos voltados ao bem comum. Vale dizer, os cidadãos mostram-se incapazes de fazer coisas que não lhes tragam uma gratificação pessoal” conforme Calil Simão.

Apesar de podermos transportar para quaisquer períodos destes mais de quinhentos anos da história brasileira, a corrupção tornou-se instituição generalizada nos três poderes com o advento da ditadura militar brasileira, gestada no golpe militar de 1964, políticos e juízes necessitavam serem comprados para esconder o regime de exceção, enquanto corria a violência de estado, alguns teriam que representar uma peça teatral de normalidade democrática, como sabemos os cachês dos artistas podem ser muito altos, porque de verdade só tínhamos um poder o autoritário executivo.

Como a ditadura foi muito longa criou-se não mais personalidades físicas nos três poderes e sim famílias e agregados há usufruir muitas benesses em torno de cada função, mantê-las e ampliar seu patrimônio transformou os três poderes em um grande balcão de negociatas e é este o país que tivemos e temos até hoje, por mais bem intencionado que seja ao entrar no jogo terá que se submeter as regras internas do mesmo sob pena de não sobreviver no mesmo.

Dentro do judiciário isto se coloca de maneira muito mais fácil, primeiro pela menor exposição pública da função, segundo por que o judiciário nasceu para validar o poder como força auxiliar de combate ao discordante, mas o que era uma facilidade, pouca exposição, se tornou o canto da sereia se tanto temos porquê não mostrarmos o quanto podemos, só o ter não foi suficiente para a vaidade tinha mostrar que podia.    .  

Temos hoje mais de duzentos milhões de habitantes e todos contra a corrupção, dos outros é claro, os interesses internacionais com seus capatazes internos pegaram muito bem a questão não se julga mais um programa de governo se julga quem é contra a corrupção, os que saem e os que entram estão envolvidos quer queiram ou não no esquema onde a corrupção é majoritária, um golpe jurídico-mediático facilmente caem nas graças da população quando em nome do combate da corrupção do outro.

Já foi assim com a vassoura do Jânio, já foi assim com os marajás do Collor e é assim com os comunistas do Bolsonaro, são colocados a serviço da espoliação das riquezas nacionais o que só pode ser feito com grande aumento da desigualdade social, mas infelizmente só atingem parte do objetivo por terem interesses pessoais muito acima dos interesses da pátria fracassando como governantes, pois não tem capacidade para tal acabam por matar a galinha de ouro e são tirados do poder pelos mesmos que lá os colocaram.   

sábado, 25 de abril de 2020

Nação Brasileira Refém da Chantagem Moral do Autoritarismo.

                Talvez hoje seja o momento mais grotesco deste processo de aprisionamento da liberdade neste nosso Brasil, você pode até não acreditar em Deus o que não lhe permite ir contra ele, assim como sendo o lugar onde escolheste viver tens que amar a Pátria, como qualquer cidadão seria favorável a corrupção? Mesmo os corruptos não o são, e quando mal intencionados se apropriam destes valores para exercer poder, escravizar uma nação, a simplicidade do modelo não nos protege da sua eficácia é o que nos falam os dias de hoje.

                Deus como abstração me permite ter religiosidade, mas também ser panteísta, agnóstico, ateu ou outro tipo de pensamento, em todos casos é uma questão de fé pessoal e intransferível, em qualquer um dos modelos é interditado por faltar com a verdade com o falar em seu nome, a história já nos mostrou escravocratas, imperialistas, republicanos falando  em suas posições antagônicas como se fosse vontade de Deus e muitos crimes foram cometidos tomando seu nome em vão.

                Como faz nosso governo dizendo-se possuidor da vontade de Deus para criar empatia com a população é uma charlatanice, uma apropriação indébita de um fim para justificar seus meios e só a história mostrará como o povo foi enganado em sua boa-fé, como hoje nos revela em relação a inquisição, a escravidão, ao nazismo e tantas outras ações hediondas executadas em seu nome.

                Quanto a Pátria, este pretenso patriotismo é a própria usurpação do livre arbítrio, a nação brasileira é a soma da diversidade, somos índios, mestiços, caboclos, amarelos, negros, brancos e indescritíveis outras denominações que com suas experiências diferenciadas de vida que por sua miscigenação formam o conjunto das pessoas que escolheram o Brasil como lugar para viver.

                Quem diz falar em nome da pátria mistura seus desejos particulares com o conjunto dos desejos da nação e usa o patriotismo de todos em proveito próprio o que é crime de apropriação indevida, a pátria é um bem comum e não pode ter donos e os que hoje estão se apropriando da mesma como justificativa de suas atitudes fascistas devem ser julgados pelas instituições que a nação criou para defende-la.

                O dever de cada um de nós é trabalhar duro para libertar o Brasil desta ditadura do” em nome de Deus e da Pátria” elegemos gestores e não donos podemos aceitar diferentes concepções político-sociais-econômicas, mas nunca o pensamento único autoritário que este tipo de ditadura expressa e é exercida no pais.

                Sobre a questão da corrupção pensei em um blog na sequência com este fim específico

sexta-feira, 27 de março de 2020

Brasil o Novo Experimento de Darwinismo Social.


                Os algoritmos necessitam serem testados, temos o tamanho ideal, em território, em população e em riqueza natural, bem como estamos sob tutela estrangeira forte o suficiente o que permite fazer pequenos ajustes quando a corda estourar em qualquer um dos experimentos, o que a parte interessada da humanidade apreender aqui poderá exercitar em qualquer lugar com riscos mínimos.

                O que necessitam saber é qual o volume ideal da pirâmide social que otimize o acumulo de riquezas no topo sem afetar a ordem na base, qual o melhor método de controlar a democracia sem explicitar sua ditadura, como aumentar a produtividade com custos reduzidos, o tamanho e a força necessária de repressão para não perder mão de obra útil por desistência do trabalho ou inutilização física-mental, qual o tamanho de conhecimento a ser liberado para permitir a produtividade sem nascer o espirito critico, ente tantos outros números que vocês podem imaginar.

                Não podemos esquecer que nossa história desde a sua pretensa descoberta tem reproduzido sistematicamente genocídios da população brasileira, ou dos negros, ou dos índios, ou dos despossuídos, a não ser que não os cataloguemos como brasileiros, foram assassinados por sua elite e seus feitores a mando do colonialismo internacional é só lembrarmos os massacres de índios, das missões guaranis, dos escravos, dos republicanos da  inconfidência mineira entre tantos outros.

                Nos últimos cem anos algo deu errado nas contas dos exploradores de sempre e apareceram arautos da construção de uma nação de bem estar social, a reação foi forte e o recurso utilizado foi a brilhante criação do império “os militares”, feitos sob medida para exercer o controle das insurreições, tão eficientes foram que a serviço dos estrangeiros, primeiro os ingleses e depois os americanos, derrubaram o próprio império e após isto passaram a subjugar os políticos com ameaças permanentes de golpes, quando não, com o próprio golpe de 1964 que nos trouxe em seu ventre muitos anos de ditadura.

                O momento atual com a globalização apoiada por forte tecnologia tornou possível um novo experimento, o retorno a lei das selvas onde até os militares estão indefesos, um jogo voraz de poder onde lá de fora mexem os controles via alimentação da ganancia pessoal pelo poder e pela riqueza, apostando milhares de dólares ora num ora noutro de forma á tornar a cizânia prática diária, momento de vale tudo, zero de ética, zero de verdade, zero de humanidade, mas podemos ter certeza que tudo esta sendo mesurado com o objetivo de obter o máximo de nossas riquezas.

                Mesmo admitindo que a batalha está perdida principalmente neste momento que estão usando a crise mundial de saúde para atingir seus sórdidos objetivos, não me acusem de otimismo, mas aposto todas minhas fichas que a guerra está ganha, o povo brasileiro tem em sua construção social a genética ideal para a gestação de uma maravilhosa sociedade de bem estar social e desta nossa vitória muito será usado para reescrever a humanidade que o ser humano merece.      

quarta-feira, 11 de março de 2020

Desigualdade Social Tem Cura – Repressão.


                Rousseau acusado de atentar contra a civilização cristã por suas obras e em especial o contrato social onde defende a democracia em assembleias publicas de busca do bem comum, o ponto central é o combate à desigualdade social cuja origem ele defende resultar do primeiro pedaço de terra cercado pelo homem, logo nossa luta contra a mesma passa por eliminar todas as fronteiras tanto entre pessoas como entre países.

                Já pressinto a exclamação de muitos condenando a ideia como utópica no sentido pejorativo de impossível, convicto que só existem utopias pela inexistência de passos em direção a sua realização, nos cabe detectar e implementar as ações para alcançá-la, o ponto de partida a busca da educação, saúde e renda universais.

                Passo importante para darmos sustentação financeira do projeto é um grande esforço pelo desarmamento, incluso neste está a extinção das polícias militares e do exército, são entidades dedicadas em toda sua história, em especial no Brasil, a servir ao jogo de poder de uma minoria como organizações repressoras.

                Nosso exército nunca foi chamado a defender a pátria, nas duas guerras em que se envolveu uma foi a serviço dos ingleses para massacrar o concorrente deles Paraguai, outra a serviço dos americanos na segunda guerra mundial, no seu dia a dia dedicam-se a conspirar contra um governo civil e acumular privilégios para os seus, é assim desde sempre.  

                Segurança pública é importante, quando exercida por uma polícia cível, como por sinal o é em todos os países desenvolvidos, não por policiais militares, invenção dos antigos coronéis reforçada pela ditadura, que tem em seu ideário a repressão para amparar o poder.

                Os altos investimentos feitos em armamentos e forças militares se aplicados em benefício da população brasileira tenderiam a aliviar esta verdadeira guerra civil que vive em seu dia a dia a nação brasileira, cujas causas são em grande parte causadas pela enorme desigualdade social, uma das maiores do mundo por sinal.

                Também não podemos esquecer das forças milicianas recrutadas á partir destas instituições para fazer o chamado serviço sujo da limpeza social, por isso mesmo, protegidas pelas instancias de poder que dela se beneficiam.     

terça-feira, 10 de março de 2020

Desigualdade Social Tem Cura - A Guerra.


                Por traz de todos os discursos, de todas as batalhas, há tão somente uma guerra dos que lutam por justiça social contra os adeptos da desigualdade social, na prática é tão simples identificá-los, os primeiros são homens livres, cooperativos na busca da igualdade e da fraternidade, enquanto os segundos  competitivos defendem o direito a exploração do homem pelo homem.

                Esta simplicidade na definição de cada lado nos permite com autocritica avaliar a cada passo se estamos agindo a favor da humanidade ou premiando a discórdia entre os seres humanos e quando escolhemos esta última opção não existe sofisma capaz de esconder nosso lado nesta luta.

                Nenhum de nós está agindo permanentemente mais à esquerda ou à direita nesta régua de medição de humanidade, pela própria complexidade do ser humano e suas relações com o outro, mas sempre sabemos em que time estamos jogando mesmo admitindo nossas imperfeições pois estas de fato definem o viver.

                Mais à direita somos opressores conosco mesmos, criando dogmas aos quais nos escravizamos para justificar todo e qualquer prejuízo que causemos a terceiros, as culpas todas são atribuídas aos prejudicados por sua situação econômica/social, credo, raça ou gênero, precisamos sempre de inimigos para nossa própria absolvição.

                Mais à esquerda nos caracterizamos por um continuado debate sobre nossas opções, na busca do entender o que nos move e principalmente suas consequências, estamos constantemente nos redefinindo por admitir que o presente é único em seus acasos na relação com a natureza e com os outros e sempre dependente da nossa opção consciente.

                Não é suficiente por nossa vocação social apenas escolhermos o lado favorável à humanidade para o nosso dia a dia, evangelizar com o testemunho é preciso, mais do que preciso é obrigação nosso compromisso com o outro para estarmos engajados no principal que são nossas obrigações conosco mesmo.

                Enquanto não alcançarmos o fim da desigualdade social não construiremos a utopia de uma humanidade irmanada a natureza de forma sustentável e irrigada pela graça da paz universal a ser vivida por homens de boa vontade.   

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

A Luta por uma Nação Brasileira Democrática.


                Momento de grandeza, momento de luta, momento de salvar a tão combalida democracia brasileira, este povo sem igual como definia Darcy Ribeiro, tem uma história que só ele pode contar para todos os povos irmãos, colocando definitivamente os interesses internacionais e seus lacaios locais contra a parede.

                A operação desmonte da nação brasileira deve ser denunciada na praça pública no dia a dia de cada um dos que constroem esta nação, todos somos evangelizadores de um país vocacionado para a riqueza e justiça social, está na hora de exigirmos um basta a espoliação de uma elite política, econômica e militar serviçal ao imperialismo.

                Quem observar a história destes nossos quinhentos e poucos anos percebe a continuada resistência do nosso povo enfrentando a violência institucionalizada e os diversos artifícios de dominação dos que querem a maior parte de nossa riqueza que por direito é de todos.

                Não podemos ficar a mercê de um presidente que não respeita os votos que obteve envergonhando seu povo com a opção de manter-se sempre em campanha contra toda e qualquer instituição nacional com o objetivo claro de esconder sua falta de capacidade de governar e adotar-se como ditador.

                Os refrões que o presidente brada aos quatro ventos são palavras vazias de conteúdo, de fácil aceitação por não requer definição; Pátria, Família, Deus dos quais se apropria para satisfazer seus interesses particulares.

                O que mais assusta é que em nome de todos estes refrões esbravejando contra moinhos de vento inventados, este falso quixote, amedronta a população para seguir o seu trabalho de tirar direitos, de desnacionalizar empresas, de desindustrializar o país e principalmente de aumentar as desigualdades.

                Nosso brado em praça pública deve ser pelo respeito as instituições democráticas mostrando-lhes que todo o poder emana do povo e não dos oportunistas usurpadores da vontade nacional em nome dos interesses internacionais.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Desigualdade Social Tem Cura - Renda Universal.


                O acesso igualitário à educação e a saúde acompanhado de uma renda universal revolucionária todas as relações sociais que hoje conhecemos pois permitiria que todos partíssemos de uma posição quase igual, além de sua justiça quero começar a refletir com você sobre sua viabilidade.

                Quando falo em quase igual quero dizer que tão somente no tempo podemos reequilibrar as oportunidades devido a carga genética diferenciada que cada um de nós carrega ou por gerações de privilégios agregados ou por hereditárias injustiças acumuladas, não temos como comparar os filhos da fome com os filhos da fartura.    

                Amigo não se iluda todo homem é participe da construção da riqueza da humanidade independentemente da posição social a qual ocupa, vejamos por exemplo um pequeno grupo de índios isolados nômades na Amazônia estão contribuindo para o clima e todas as riquezas que uma floresta de tal porte nos fornece, todos tem direito a uma parte do que é produzido e esta parte deve ser equivalente ao necessário para manter sua dignidade.

                A simples garantia de uma vida digna para todos começaria por permitir o trabalho cooperativo e não competitivo, onde o ser humano colocaria seus talentos e criatividade a serviço de aumentar o bem estar comum, todo o desperdício de trabalho que hoje temos para fazer o homem trabalhar, com seus controles, suas hierarquias seria dedicado a humanidade.

                 Os contratos de trabalho poderiam ser totalmente livres estando desvinculados da busca da sobrevivência a priori garantida pela renda universal, bem como os esforços em governança seriam diminutos pois estariam dirigidos a decidir os investimentos em infraestrutura para o uso comum de toda a sociedade.

                Claro que para obtermos estes resultados teríamos que destruir alguns mitos sobre a natureza humana entre eles o principal de que o homem só trabalha porque é obrigado, também de que a competição moveria o avanço da tecnologia, quando bem sabemos a trava tanto pela multidão de horas perdidas no próprio ato de competir como pela doença gerada pela tensão da competição.

                Pretendo após esta primeira reflexão em outros textos explorar com vocês detalhes ´filosóficos e práticos que poderiam nos levar a construir juntos este modelo via agregação dos talentos de cada um de nós, não podemos abrir mão da utopia por ela ter que ser construída no dia a dia e não estabelecida por decreto.