terça-feira, 10 de março de 2020

Desigualdade Social Tem Cura - A Guerra.


                Por traz de todos os discursos, de todas as batalhas, há tão somente uma guerra dos que lutam por justiça social contra os adeptos da desigualdade social, na prática é tão simples identificá-los, os primeiros são homens livres, cooperativos na busca da igualdade e da fraternidade, enquanto os segundos  competitivos defendem o direito a exploração do homem pelo homem.

                Esta simplicidade na definição de cada lado nos permite com autocritica avaliar a cada passo se estamos agindo a favor da humanidade ou premiando a discórdia entre os seres humanos e quando escolhemos esta última opção não existe sofisma capaz de esconder nosso lado nesta luta.

                Nenhum de nós está agindo permanentemente mais à esquerda ou à direita nesta régua de medição de humanidade, pela própria complexidade do ser humano e suas relações com o outro, mas sempre sabemos em que time estamos jogando mesmo admitindo nossas imperfeições pois estas de fato definem o viver.

                Mais à direita somos opressores conosco mesmos, criando dogmas aos quais nos escravizamos para justificar todo e qualquer prejuízo que causemos a terceiros, as culpas todas são atribuídas aos prejudicados por sua situação econômica/social, credo, raça ou gênero, precisamos sempre de inimigos para nossa própria absolvição.

                Mais à esquerda nos caracterizamos por um continuado debate sobre nossas opções, na busca do entender o que nos move e principalmente suas consequências, estamos constantemente nos redefinindo por admitir que o presente é único em seus acasos na relação com a natureza e com os outros e sempre dependente da nossa opção consciente.

                Não é suficiente por nossa vocação social apenas escolhermos o lado favorável à humanidade para o nosso dia a dia, evangelizar com o testemunho é preciso, mais do que preciso é obrigação nosso compromisso com o outro para estarmos engajados no principal que são nossas obrigações conosco mesmo.

                Enquanto não alcançarmos o fim da desigualdade social não construiremos a utopia de uma humanidade irmanada a natureza de forma sustentável e irrigada pela graça da paz universal a ser vivida por homens de boa vontade.   

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