Por
traz de todos os discursos, de todas as batalhas, há tão somente uma guerra dos
que lutam por justiça social contra os adeptos da desigualdade social, na
prática é tão simples identificá-los, os primeiros são homens livres,
cooperativos na busca da igualdade e da fraternidade, enquanto os segundos competitivos defendem o direito a exploração
do homem pelo homem.
Esta
simplicidade na definição de cada lado nos permite com autocritica avaliar a
cada passo se estamos agindo a favor da humanidade ou premiando a discórdia entre
os seres humanos e quando escolhemos esta última opção não existe sofisma capaz
de esconder nosso lado nesta luta.
Nenhum de
nós está agindo permanentemente mais à esquerda ou à direita nesta régua de
medição de humanidade, pela própria complexidade do ser humano e suas relações
com o outro, mas sempre sabemos em que time estamos jogando mesmo admitindo nossas
imperfeições pois estas de fato definem o viver.
Mais à
direita somos opressores conosco mesmos, criando dogmas aos quais nos
escravizamos para justificar todo e qualquer prejuízo que causemos a terceiros,
as culpas todas são atribuídas aos prejudicados por sua situação econômica/social,
credo, raça ou gênero, precisamos sempre de inimigos para nossa própria absolvição.
Mais à
esquerda nos caracterizamos por um continuado debate sobre nossas opções, na
busca do entender o que nos move e principalmente suas consequências, estamos
constantemente nos redefinindo por admitir que o presente é único em seus acasos
na relação com a natureza e com os outros e sempre dependente da nossa opção
consciente.
Não é
suficiente por nossa vocação social apenas escolhermos o lado favorável à humanidade
para o nosso dia a dia, evangelizar com o testemunho é preciso, mais do que
preciso é obrigação nosso compromisso com o outro para estarmos engajados no
principal que são nossas obrigações conosco mesmo.
Enquanto
não alcançarmos o fim da desigualdade social não construiremos a utopia de uma
humanidade irmanada a natureza de forma sustentável e irrigada pela graça da
paz universal a ser vivida por homens de boa vontade.
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