O
acesso igualitário à educação e a saúde acompanhado de uma renda universal
revolucionária todas as relações sociais que hoje conhecemos pois permitiria
que todos partíssemos de uma posição quase igual, além de sua justiça quero
começar a refletir com você sobre sua viabilidade.
Quando
falo em quase igual quero dizer que tão somente no tempo podemos reequilibrar
as oportunidades devido a carga genética diferenciada que cada um de nós
carrega ou por gerações de privilégios agregados ou por hereditárias injustiças
acumuladas, não temos como comparar os filhos da fome com os filhos da fartura.
Amigo
não se iluda todo homem é participe da construção da riqueza da humanidade independentemente
da posição social a qual ocupa, vejamos por exemplo um pequeno grupo de índios isolados
nômades na Amazônia estão contribuindo para o clima e todas as riquezas que uma
floresta de tal porte nos fornece, todos tem direito a uma parte do que é
produzido e esta parte deve ser equivalente ao necessário para manter sua
dignidade.
A
simples garantia de uma vida digna para todos começaria por permitir o trabalho
cooperativo e não competitivo, onde o ser humano colocaria seus talentos e
criatividade a serviço de aumentar o bem estar comum, todo o desperdício de
trabalho que hoje temos para fazer o homem trabalhar, com seus controles, suas
hierarquias seria dedicado a humanidade.
Os contratos de trabalho poderiam ser
totalmente livres estando desvinculados da busca da sobrevivência a priori
garantida pela renda universal, bem como os esforços em governança seriam
diminutos pois estariam dirigidos a decidir os investimentos em infraestrutura
para o uso comum de toda a sociedade.
Claro
que para obtermos estes resultados teríamos que destruir alguns mitos sobre a
natureza humana entre eles o principal de que o homem só trabalha porque é
obrigado, também de que a competição moveria o avanço da tecnologia, quando bem
sabemos a trava tanto pela multidão de horas perdidas no próprio ato de competir
como pela doença gerada pela tensão da competição.
Pretendo
após esta primeira reflexão em outros textos explorar com vocês detalhes ´filosóficos
e práticos que poderiam nos levar a construir juntos este modelo via agregação
dos talentos de cada um de nós, não podemos abrir mão da utopia por ela ter que
ser construída no dia a dia e não estabelecida por decreto.
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