terça-feira, 31 de dezembro de 2024

A Diversidade de Olhares e a Soberania da Beleza.

 

               Todas as mulheres que possuíram meu amor foram muito belas, o que para os outros lhes destratava para mim somava e definia a beleza, em mim sempre foram e serão lindas.

 

               Aqui poderia estar comentando sobre pinturas, esculturas, histórias contadas em livros em peças de teatro, em filmes, mas me atenho a falar em seres humanos que estão por traz de tudo sempre.

 

               Vera Fischer, Leila Diniz, Sonia Braga, Tais Araujo, Zezé Motta, Bruna Lombardi, Deborah Seco, Claudia Ohana, Iza, Gal Costa, Angelina Jolie, Liza Minnelli e tantas outras, tanta beleza e tantas diferenças, a beleza encontramos ao nosso caminho dia a dia enquanto percorremos as ruas.

 

               À medida que vamos nos construindo vamos recebendo percepções do que deveria ser o belo, mas à medida que vamos consumindo o tempo, abandonamos o padrão de terceiros para modelarmos o nosso padrão de beleza.

 

               Apesar de os diferentes períodos da humanidade definirem modelos diferentes da beleza do ser humano, sempre foi e sempre será a beleza um conceito pessoal e intransferível, os padrões no dia a dia são desmentidos em cada um de nós.

 

                 Como quase tudo na humanidade, não existe uma verdade coletiva sobre a beleza, no máximo uma submissão a definições propostas que nosso intimo insiste em negar, somos assim mesmo influenciados pelos padrões, mas destruindo-os em nós mesmos à medida que vamos transpondo os dias, e isso vale para tudo.  

 

               Hoje me alegra, conquista do tempo, poder ver muito mais beleza nos casuais encontros que me acontecem nos caminhos, há um certo conjunto de características que me encantam em personagens tão diferentes e é muito bom andar e ver pessoas lindas.     

  

               Talvez o que menos combina com beleza, para mim, é o corpo moldado pela fisicultora, não consigo encontrar nem harmonia nem encantamento nas formas exageradas de contornos criados para este padrão de beleza.

 

               Continuo gostando das formas naturais, por certo com os cuidados que a saúde física exige, mas sem a transformação em outro tipo de corpo, o que a principio é uma negação de si mesmo, e assim o penso em todas as diferentes idades que um ser humano tenha.

sábado, 21 de dezembro de 2024

O Conto de Fadas das Ilimitadas Conexões!

 

               Nos vendem a ideia de que estamos todos conectados neste mundo globalizado, de fato sabemos que sim estamos todos vigiados a serviços dos diversos interesses, a conexão com o outro é ocasional.

 

               Nossa interação neste ambiente é quase sempre sujeita a busca de informações a nosso respeito, não que tenham algum interesse pessoal sobre nós como individuo, mas para agrupar quantificando caraterísticas dos seres humanos.

 

               Mais do que um problema do mundo virtual digital é um sinal dos tempos, no dia a dia ao nos movimentarmos com nosso corpo real também convivemos com inúmeros bons dias, tudo bem, que na verdade são apenas sinais de gentileza, o que é ótimo, mas não define qualquer tipo de aproximação ou afeto.

 

               Então os senhores dos aplicativos nos reúnem em rebanhos, inclusive nos alocando em vários dos seus rebanhos, que pelo seu tamanho são vendidos aos interessados em aproveitar nossas forças e fragilidades, tais rebanhos são os famosos “big datas” hoje explorados pelos algoritmos de Inteligência Artificial.

 

               Mesmo quando nos conectamos em conversas catalogadas como individuais, via chat, som ou vídeo sabemos que são as mesmas armazenadas criptografadas ou não e podem ser utilizadas dependendo tão somente da ética de que as armazena.

 

               Defendo a ideia que sim que devemos estar conectados, que sim que devemos buscar todas as oportunidades que a globalização nos oferece, mas como contrapartida apurarmos nosso espirito crítico e ampliarmos nossos cuidados.

 

               Não vejo muita diferença entre os riscos que temos no mundo real e virtual, as relações humanas tem este viés, sempre soubemos que o sucesso ou fracasso nestas é sua própria definição, elas têm intensidade, qualidade e tempo indefinidas.

 

               Em síntese não há espaço para ingenuidade de nossa parte, conhecemos o risco de qualquer conexão, tanto virtual como real, em específico no virtual sabemos que somos vistos por terceiros, o que cada vez mais acontece no mundo real com a proliferação de câmeras e escutas.

 

               Vamos sim em frente ampliar e qualificar nossas conexões tanto no mundo real como no virtual pois esta é uma das vocações primeiras do ser humano.        

 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Interesses Internacionais

 

               Hoje muito mais do que no tempo do saudoso Brizola, incansável lutador contra as perdas internacionais, os interesses internacionais de uma pequena elite financeira submetem todos os países, independente de porte, aos seus caprichos.

 

               O processo de globalização também na economia traz um rastro de intervenções em governos e povos, sua consequência é o acumulo de capital gerado pelo próprio capital e o empobrecimento das populações.

 

               Vivemos neste momento uma investida forte destes interesses no nosso país, não lhes agrada que tenhamos uma politica externa soberana, não lhes agrada o crescimento do produto interno bruto nacional e não lhes agrada principalmente os pequenos avanços na distribuição de renda e combate à pobreza.    

 

               Viveremos sim momentos de muita tensão, ajudados por uma mídia que sempre esteve de braços dados com estes interesses, cria-se uma visão que inclusive todos os números positivos obtidos neste 2024 vão conduzir o país ao caos.

 

               Importante ressaltar que esta profusão de manchetes alarmistas é construída sempre á partir do achismo, isto é, opiniões sobre o futuro, e movimentos previstos por quem sempre foi responsável pelas nossas perdas internacionais.

 

               Criar a crise é interesse de quem defende a acumulação e pequenos aproveitadores nacionais, como sempre, são executivos remunerados a trabalharem para que a mesma aconteça, por migalhas do banquete entregam o país.

 

               Vacinar a opinião publica contra esta onda de falsas notícias, pois são opiniões a criarem fatos e não analise séria do momento nacional, é uma tarefa difícil, mas necessária pois temos contra nós investimentos poderosos.

 

               Me sinto pelo menos obrigado a manifestar isso para minha meia dúzia de leitores, como compromisso com eles, comigo e com o Brasil, mesmo sabendo de antemão que isso nada represente contra estas forças poderosas, pelo menos que elas saibam que nós conhecemos o seu comportamento e nós estamos atentos as consequências do mesmo.

 

               São tempos difíceis para a prosperidade e a paz mundial, continuamos construindo um mundo de grandes desigualdades e de profunda injustiça social, porém acreditamos na vitória final da humanidade.  

 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Boa Parte de Nosso Tempo é Usado em Problemas que criamos.

 

               Atenção, cuidado, não leve isso como algo ruim, assim como as perguntas são mais importantes do que as respostas, criar problemas para nós mesmos é apostar na vida.

 

               Significa que estamos pensando fora da caixa, estamos inovando, estamos criando, e estar longe do cercadinho que conduz uma existência estabelecida dentro das regras de outrem, o que por certo não cria problemas, mas nos escraviza.

 

               O permanente questionamento dos padrões pré-estabelecidos, nos conduz a tomar decisões que por sua novidade implica como consequência em uma série de tarefas que mais do que ocuparem nosso tempo compõe o processo de nossa construção como seres humanos.

 

               Estamos em um mundo repleto de receitas de felicidade, mas estas têm dois defeitos básicos, primeiro nunca saberemos se quem as divulga realmente as vive e é feliz, mas mais importante é o segundo pois uma receita de felicidade só é adequada ao individuo que a cria.      

 

               Se criar o problema para nós mesmos já é uma dádiva, construir a solução do mesmo é em essência o próprio ato de existir e com tal atitude reconstruímos nós mesmos.

 

               Quando seguimos as regras existentes, estamos sempre nos violentando, apesar de termos as consequências pré-definidas, não são nossas e nos automatizam.

 

               Não fomos feitos para competir com robôs e sim para criá-los, ninguém tem o direito de dizer a cada um de nós como devemos nos movimentar, este é um ato de vontade própria e não delegável, sob pena de nos desumanizar.

 

               Parece que o mundo todo sabe como o outro deve se comportar, porém o caos que percebemos por todos os lados nos mostra que a grande maioria não consegue fazê-lo.

 

               Nada contra o relato de experiencia de terceiros, sempre é interessante conhecê-las, porém existir é sempre um ato de experimentar e por certo devemos agarrar a todas as oportunidades que nos aparecem para vivenciá-lo.

 

               Não precisamos de caminhos prontos, pois estes nos conduzem a objetivo de outrem e não realizam as nossas necessidades pessoais de qualidade de vida.

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Sempre há um Espaço para Você.

 

               Independente do seu perfil, em porte, em altura, em classe social, em escolaridade, em raça, em gênero, em idade, sempre há um espaço para você em mim.

 

               Seu tamanho, sua importância são definidos tão somente por oportunidades por nós criadas, afinal somos vocacionados para nos lançarmos em direção ao outro.

 

               Mesmo admitindo que estamos em um momento de sabotar pontes, de momento em momento são nos oferecido oportunidades a serem cultivadas.

 

               Admito que estamos em um momento de muitos medos, muita angustia, muita insegurança como sociedade, mas não seria exatamente este o tempo de possibilidades.

 

               Seja lá que nos decepcionemos com resultados aquém do desejado, mas nossa completude exige este mix de intensidades, onde cada uma é tão importante quanto as outras exatamente pela soma de suas diferenças.

 

               As relações humanas são nosso melhor patrimônio, lutar por sua construção é mais que uma meta, é um dever quanto a necessidade de sermos seres humanos felizes.

 

               À medida que evoluímos na conquista de ampliar nossa capacidade de laços de diferentes níveis de afeto, estamos transformando o homem e consequentemente a humanidade.

 

               Este avanço individual, de responsabilidade de cada um de nós, é o que vai como um todo nos conduzir a integração com a natureza em uma comunidade vivendo paz e justiça social.

 

               Nenhuma relação nos destrói, todas ajudam-nos a construirmo-nos, a convivência com nós mesmos, o fato de sermos inteiros sozinhos é a primeira porta para a relação com todos em um mundo de homens livres.

 

               Só conseguimos abrir espaço para o outro em nós mesmos, quando não precisamos dele e sim optamos por ele, e que assim seja a cada instante.     

              

domingo, 15 de dezembro de 2024

Em um Instante Mágico Criamos a Joia Rara Composta de Porções de Memória.

 

               Em construção permanente de vida, uma coleção bela de memórias que respondem a todos os nossos sentidos e sentimentos é criada, permitindo guiar nossa decisão conforme a circunstâncias do momento.

 

               Esta joia rara tem sempre composição diferente, organizada nas fronteiras do consciente/inconsciente, em contrapartida aos acasos aos quais somos expostos.

 

                Seu objetivo é claro, cercar em todos os diferentes aspectos da ação externa, o conjunto de prós/contras que a mesma pode nos causar, assim podemos conscientes decidir nossas ações na busca da melhor qualidade de vida.

 

               É tão mágico, consome tão pouca energia, nos oferece tantas possibilidades de mantermos um alto nível de felicidade em nossas vidas que nos obriga a sermos gratos a natureza pela construção maravilhosa que somos.

 

               Temos tantos sensores atentos ao mundo externo á nós, cada um deles precisa da porção de memória adequada a tomada de decisão e esta ultima precisa ser coordenada em uma reposta única do ser como um todo.

 

               Quando comparamos aos esforços de descobrirmos os caminhos da dita Inteligência Artificial, percebemos que a mesma está muito longe de ser  o que chamamos de inteligência humana.

 

               Os gastos de energia nas operações de IA são gigantescos, a dificuldade de definirmos a multifacetada circunstância na pergunta já empobrece a resposta, a dependência de um enorme repositório de respostas a diferentes possibilidades de uma mesma ocorrência a torna sempre insuficiente e limitada.

 

               Devemos investir em IA, por certo sim, mas urge ter uma ética estabelecida para conter a manipulação desde o armazenamento até a programação das respostas, pois os repositórios sempre tem donos e estes sempre têm objetivos claros a atingir.

 

               O Uso da IA na pesquisa cientifica me parece sim muito adequado, pois da velocidade e amplia as inumeráveis verificações que uma pesquisa necessita, este me parece o maior retorno que a mesma pode nos dar em apoio a inteligência humana.

sábado, 14 de dezembro de 2024

Anhangabaú - Documentário da Vida sob o Atual Jogo de Poder.

               Pré-estreia gaúcha na Sala Redenção, do merecido melhor documentário do festival de Gramado edição 2023, Anhangabaú nos propiciou a imersão em uma década de resistência das ocupações em São Paulo ao jogo do poder.

 

               Não bastasse a projeção nos envolver por todo tempo, confesso os olhos molhados de lagrimas de emoção e solidariedade as ocupações, pós filme tivemos uma ótima conversa com boa parte dos envolvidos no projeto que testemunhou esta criação construída sobre vivencia.

 

               O filme tem grande parte do seu mérito por não ser uma visão de fora e sim de uma vivência do diretor e parte da equipe, dentro da ocupação, foram então filmados momentos importantes da luta contra o poder político/econômico.

 

               Ponto alto do mesmo é a integração na luta com outras importantes ocupações, tanto para garantir sua sobrevivência, como para identificar a unidade da luta contra o mesmo vilão, este excelente trabalho de montagem parte de três diferentes ocupações para desembocar em uma única e integrada luta, sempre respeitando a particularidades de cada uma.

 

               O Filme é arte pura, poesia pura e principalmente atualidade, esta é uma vida dos tempos atuais, ocorre hoje está em andamento, não estão nos falando do passado, mas sim nos colocando dentro de pulsão de vida existente neste momento.

 

               O debate nos mostra, que apesar de escolhidas três ocupações, foram filmados sete durantes todos estes anos, testemunhando os canais de vida que integram todas estas particularidades como uma grande resistência comum ao poder.

 

               A qualidade só foi obtida com muito trabalho, com muita seriedade, quando soubemos que para construir esta obra prima realizaram uma oficina de roteiro por três meses de três horas diárias constatamos o porquê do resultado, talento mais esforço.

 

               Lembro que sou completamente leigo as tecnologias associadas a cada uma das tarefas exigidas para a construção de um filme, então todo meu testemunho está construído sobre a verdadeira imersão que realizo frente a tela branca, vivo o filme da primeira a ultima imagem e tão somente o filme, por favor considerem isso ao lerem meu depoimento.

 

               Estou sim recomendando que assistam este documentário, para que possam viver sua experiência particular, saí muito prazeroso e identificado com cada uma das lutas, tenho certeza que se sentirão participantes deste movimento lindo de resistência.           

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Sim, Tenho Amigos em Trincheiras Ideológicas Opostas

 

               A amizade é uma construção dependente de convivência no tempo frente aos acasos da vida, a lealdade é sempre sua condição primeira, o que independe das ideias de cada qual que são frutos de contingências vividas em particular por cada um.

 

               Não resta dúvida que quando as ideias convergem fica tudo mais fácil, mas isto não ocorrendo não inviabiliza a amizade pois esta sempre tem o respeito pelo outro e suas circunstâncias.

 

               Em uma grande simplificação corre por aí que os atos dizem o que cada um de nós é, o que em absoluto não posso concordar, nunca analiso o ato propriamente dito e sim as motivações que estão por traz do acontecer.

 

               A mudança continua de situações as quais estamos expostos, corresponde na prática a diferentes pessoas que somos no tempo, nosso presente ser não tem nenhuma correspondência no passado, bem como não define quem seremos no futuro.

 

               Como amigos partilhamos juntos estas transformações e vamos renovando a fraternidade durante a caminhada, somando valores contribuindo entre nós para este ser humano melhor que passamos a ser.

 

               Diferenças ideológicas podem sim gerar bons debates, mas não inimizades, estas últimas são construídas tão somente por comportamento inadequado em relação a nossa pessoa durante convivência.

 

               Quando falo em inimizade, estou falando não em julgamento, até porque consigo visualizar e entender o que está por traz dos atos, mas sim no desinteresse de caminhar juntos pela inadequação de nossos caminhos.

 

               Não tenho sentimento algum que seja diferente da simples irrelevância de relacionamento para estes casos de inadequação de posturas pessoais, me comporto nos eventuais encontros sociais com a gentiliza que todos somos merecedores nas relações humanas.

 

               Já nas questões ideológicas, apesar de respeitar as diferentes da minha, não lhe concedo outro status do que estarem equivocadas, mais tenho noção clara que exigem minha luta em dobro para evitarem o desastre que geram para a natureza e consequentemente para a humanidade.                 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Mujica - Uma Vida Exemplar por trás de cada Palavra.

 

               Sim como guerrilheiro Tupamaro, sim como preso da ditadura uruguaia, sim como presidente do Uruguay, sim como líder politico mundial, suas opiniões sempre tiveram coerência com sua vida.

 

               Sua trajetória é um contraste maravilhoso para um mundo de palavras vendidas para interesses obscuros, no qual a incoerência entre o dito e o vivido é a pauta do dia a dia.

 

               Confesso, estou muito mal acostumado, em todos estes anos vividos pude admirar grandes homens, não perfeitos, mas com uma gigante coerência entre a vida e o discurso, Mujica me lembra deste privilégio que pude desfrutar e agora renovar.

 

               Os mecanismos tão aperfeiçoados nos tempos atuais, a criar celebridades influenciadoras no mundo globalizado, para as minorias que ainda dispõem de senso crítico não ultrapassam a checagem mínima entre discurso e vida.

 

               Um verdadeiro líder nem necessita das palavras, sua vida testemunha um exemplo a ser seguido, seu discurso é mais uma necessidade nossa para validar nossos conceitos internos e avançarmos no crescimento como humanos.

 

               Insisto que não estamos buscando a perfeição, mas sim a coerência, o ser humano tem um conjunto de talentos que colocados a serviço da humanidade resultam em qualifica-la, quando falo talentos não falo em medida de valor, falo nos multifacetados seres que somos.

 

               Quantos hoje estão submetidos a avalanche de opiniões, ditas por vidas que as negam, na maior parte das vezes nem próprias são, apenas fruto da sua necessidade de sobressair-se no mundo do consumo a serviço de quem ganha muito manipulando o desejo das pessoas.

 

               Assim como estão sendo criados mecanismo para nos proteger de falsas informações, deveríamos trabalhar também no sentido de não deixar impunes as ditas opiniões a serviço da manipulação de seres humanos.

 

               Estamos em um momento de transição, temos enormes mecanismos de criar opinião publica e não apreendemos a controla-los, eles nos levam as injustiças sociais, nos levam a exploração do homem pelo homem e principalmente nos levam a generalização de conflitos entre pessoas e povos.   

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

Egoísta o Mercado Decreta – Dane-se o País e o Povo Brasileiro.

 

               Criamos uma elite minoritária de especuladores que se dedicam a comprar e vender dinheiro, não se investe na indústria e sim em posições de valor, este grupo se autodenomina Mercado.

 

               Neste jogo de valores presentes e de valores futuros vale tudo, estamos repletos de videntes a programar fracassos e sucessos, a opinião vale mais que a realidade do dia a dia, sempre com objetivo de comprar em baixa e vender em alta.

 

               Movimenta-se todo um conjunto de patrocinados influenciadores em redes sociais e mídias, remunerados para influenciar nas decisões de variações artificiais de preços ludibriando ingênuos e assim facilitar a troca de mãos do dinheiro.

 

               Não é novidade este jogo, uma minoria de jogadores gananciosos coloca seus interesses pessoais acima da nação, do crescimento do país, do emprego e da renda, é visto como oportunidade de gerar mais dinheiro pelo próprio dinheiro.

 

               A começar pelo oportunismo de aumentar os preços, consequentemente a inflação, se temos mais população com mais renda mesmo não aumentando os custos, porque não aumentar os preços e consequentes lucros.

 

               Todos os bons números de crescimento do produto interno bruto, do nível de emprego e principalmente do aumento da justiça social com uma enorme população saindo da pobreza absoluta é por estes especuladores não festejado e sim condenado.

 

               Não nos surpreende porque os mesmos sempre ganharam seus milhões sobre o aumento da quantidade de pessoas pobres e o aprofundamento da falta de recursos das mesmas.

 

               O mais triste é que eles com estes movimentos nos jogos financeiros acumulam recursos para si e para os especuladores internacionais, sua jura patriota é para os conglomerados financeiros, que não tem país nem consideração pelos seres humanos.

 

               Vencermos o desafio, de colocarmos a humanidade acima da especulação, deve ser nossa tarefa diária, pois merecemos um país mais justo em sua distribuição de renda livre deste conjunto de exploradores.