Sem
dúvida somos o resultado de nossas circunstâncias, as mesmas permitem nos
posicionarmos em relação a nós mesmos continuadamente, porém esta revelação é
privada, em relação aos outros ora somos vilões, ora somos mochinhos.
Não há
por certo, imoralidade neste julgamento, apenas desinformação, estamos em tempos
onde abrimos mão de analisar as múltiplas facetas de cada evento em nome da
adesão incondicional a uma delas.
A
complexidade do ser humano não admite a simples rotulação por etiquetas de bom
ou mau, somos sim a composição de todo espectro que vai do definido como mal
até o conceituado como bom, incorporamos esta síntese no que chamamos de luta pela
sobrevivência.
A
velocidade com que os fatos acontecem nestes tempos pós-modernos nos joga em
direção ao corner do ringue, o que infelizmente retira-nos a amplitude da visão
nos jogando na facilidade do pré-conceito.
É muito
mais fácil olharmos o mundo sob o filtro de simplórias verdades, lamentavelmente
compradas de outrem em ato de fé cega, não pagando então o esforço de buscar
todo o conjunto de situações que levam a execução de cada ato.
O
quadro construído com estas tintas e cores nos levam a substituir vida por
ficção, o que nos traz a vantagem de termos personagens corretamente
construídos e em sua contrapartida nos tira toda a característica de humanos.
Não me
parece que seja tal desígnio o planejado para a humanidade, portanto cabe a
cada um de nós outros romper esta cadeia com o intuito de assumirmos em definitivo
a nossa condição de humanos.
Sabemos
bem que não é uma empreitada fácil, desconstruir séculos de inadequada formação
é tarefa gigantesca no todo, mas quando vemos que a simples mudança de cada
parte do todo, que somos cada um de nós, fará esta revolução pela soma das
vontades individuais temos grandes motivos para entende-la como possível e
realizável.
Mãos a
obra amigos, cada qual com sua tarefa intransferível, estaremos como humanidade
construindo a comunidade justa e fraterna que almejamos.
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