domingo, 17 de abril de 2022

Os (Falsos) Amigos que te suicida.

 

                Sim estão a espreita os generais, esperam encontrar-te na rede para te ter como combatente suicida, não na tua guerra, mas sim na deles, e como todos os generais no conforto das suas camas, suas mesas, seus bares se dignam apenas a comandar.

 

                Porque precisam ter inimigos? Pelo simples fato de trabalharem o orgulho de si mesmo, sem guerrear, correm atrás de um combatente que justifique sua covardia pela batalha e mate ou morra pela satisfação pessoal deles.

 

                Como não tem coragem de enfrentar seus próprios problemas, escutam atentamente as redes sociais em busca de alguém que lhe dê, em sua exposição individual, a oportunidade de realizar seu (pretenso) bom combate.  

 

                Encontrado o combatente, só lhes resta incentivar compulsivamente a definir o inimigo e impulsioná-lo ao combate suicida, a receita é simples negar-se a ver o outro lado da questão e apoiar o ódio gratuito em nome da força e da redenção.

 

                Claro que em nenhum momento vão entrar na luta, seu objetivo é incentivá-la e assim alimentarem seu ego de (falsos) justiceiros, na prática vão lhe cobrar que coloque sua vida na batalha deles, em verdade não lhes interessa você e sim as próprias necessidades.

 

                Como resultado se não fores as últimas consequências lhe cobrarão o suicídio não realizado, pois internamente assumem-se como fracassados na empreitada, eles só perderam a vaidade de sobre você serem influentes, mas não se aceitam como derrotados e sim tentam repassar para você a derrota.

 

                A quem sobra a necessidade de reconstruir-se novamente é a você, eles darão sua missão como cumprida pois nunca viveram o teu momento, eram as necessidades deles que estavam trabalhando e não as suas.

 

                O conforto da distância que as redes sociais permitem os eximem de todas as responsabilidades, e o trabalho de reconstrução é todo seu se a mesma ainda se mostrar viável. 

 

                Esta irresponsabilidade não pode continuar a gerar vítimas temos que encontrar mecanismos de proteção para a felicidade dos seres humanos nestes tempos tão desumanos.

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