Uma das
mais queridas lembranças do inicio da minha adolescência foi o impacto que me
causou na época a leitura entre tantas outras obras de Erich Fromm de “Medo a
Liberdade”, credito grande ajuda na constituição do libertário que me julgo ser
as reflexões feitas á partir deste texto bem como na escolha de novas fontes de
leitura daí originadas.
O tema
continua atualíssimo encontramos cada vez mais este vazio entre a separação da
natureza e a não aceitação da condição de finito do homem a expor sua fraqueza
via autoritarismo, conformismo e afastamento dos outros homens abrindo mão do
seu livre arbítrio em nome de chavões que utiliza como guarda chuva protetor.
Sim a
escolha de vida, a liberdade humana entre evoluir ou regredir é uma
responsabilidade da qual não podemos abrir mão, e cada vez está mais explícita
que a ânsia de poder é originada pela fraqueza e não pela força, é o medo e a
angustia que levam o homem a cada vez mais buscar uma fuga psicológica de
alienação via terem algo ou pertencerem a um grupo e assim se sentirem menos
sós.
Esta
experiência tão ampliada no momento atual da sociedade brasileira e mundial de
um consumo compulsivo para eliminar a insegurança, ansiedade até mesmo o
desespero apenas nos mostra o rumo que tomamos de vazio de realização por não
sabermos o que queremos inviabilizando assim a realização pessoal.
Ele tem
clareza que o processo colonização do comportamento humano a serviço das elites
tem diversos agentes como escola, família, igrejas entre tantas outras organizações sociais utilizando
um conjunto de recompensas individuais e assim moldando o caráter individual a
serviço de uma aproximação do comportamento coletivo dando sustentação s esta
estrutura sócio econômica de exploração que aí temos.
A
grande ameaça aos homens são as sociedades insanas que estão querendo estabelecer-se
entre nós, contra estas necessitamos construir uma comunidade cooperativa e
solidária valorizando a totalidade social sem negligenciar o indivíduo,
infelizmente o que vemos é o ser humano abandonando o esforço pela liberdade
por mecanismos de fuga e alienação.
Apesar
de ser do inicio do século passado sua construção filosófica, encaixa como uma
luva para o momento atual, parece adequado refletirmos sobre sua obra para
vencermos este caminho pessimista para o ser humano livre que estamos
percorrendo e encontrarmos os mecanismos para a busca do libertário vivenciando
uma totalidade social.
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