quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

O Medo a Liberdade, Desafio a Vida.


                Uma das mais queridas lembranças do inicio da minha adolescência foi o impacto que me causou na época a leitura entre tantas outras obras de Erich Fromm de “Medo a Liberdade”, credito grande ajuda na constituição do libertário que me julgo ser as reflexões feitas á partir deste texto bem como na escolha de novas fontes de leitura daí originadas.

                O tema continua atualíssimo encontramos cada vez mais este vazio entre a separação da natureza e a não aceitação da condição de finito do homem a expor sua fraqueza via autoritarismo, conformismo e afastamento dos outros homens abrindo mão do seu livre arbítrio em nome de chavões que utiliza como guarda chuva protetor.

                Sim a escolha de vida, a liberdade humana entre evoluir ou regredir é uma responsabilidade da qual não podemos abrir mão, e cada vez está mais explícita que a ânsia de poder é originada pela fraqueza e não pela força, é o medo e a angustia que levam o homem a cada vez mais buscar uma fuga psicológica de alienação via terem algo ou pertencerem a um grupo e assim se sentirem menos sós.

                Esta experiência tão ampliada no momento atual da sociedade brasileira e mundial de um consumo compulsivo para eliminar a insegurança, ansiedade até mesmo o desespero apenas nos mostra o rumo que tomamos de vazio de realização por não sabermos o que queremos inviabilizando assim a realização pessoal.  

                Ele tem clareza que o processo colonização do comportamento humano a serviço das elites tem diversos agentes como escola, família, igrejas  entre tantas outras organizações sociais utilizando um conjunto de recompensas individuais e assim moldando o caráter individual a serviço de uma aproximação do comportamento coletivo dando sustentação s esta estrutura sócio econômica de exploração que aí temos.

                A grande ameaça aos homens são as sociedades insanas que estão querendo estabelecer-se entre nós, contra estas necessitamos construir uma comunidade cooperativa e solidária valorizando a totalidade social sem negligenciar o indivíduo, infelizmente o que vemos é o ser humano abandonando o esforço pela liberdade por mecanismos de fuga e alienação.

                Apesar de ser do inicio do século passado sua construção filosófica, encaixa como uma luva para o momento atual, parece adequado refletirmos sobre sua obra para vencermos este caminho pessimista para o ser humano livre que estamos percorrendo e encontrarmos os mecanismos para a busca do libertário vivenciando uma totalidade social.

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