Nasci
no planeta Terra em cuja exuberante natureza migrante ganhava o pão de cada dia
com o suor do trabalho e a paz do espírito, eis que em ideia brilhante alguém
cercou um pedaço do todo, intitulou-se dono deste e passamos a dedicar a maior
parte do nosso esforço para manter este cercado como propriedade privada.
Do espírito
cooperativo onde as somas dos esforços aumentava o bem estar de todos passamos
a competir para aumentar o cercado de cada um, instrumentando a família em
custosos esforços de gestão, defesa e ampliação do ilegítimo espaço, assim
nasceram às pátrias de uma convenção autoritária.
Se pátria
é definida pelo lugar em que nascemos todos sem exceção nascemos no planeta Terra,
a natureza é nosso bem comum com a qual queremos viver em harmonia, isso só
será possível quando derrubarmos os muros que são a causa da violência e do desperdício.
A
falência das instituições judiciárias, parlamentares e executivas nos afronta
todo o dia começando pelos privilégios que entre si acordam, tão somente a eles
interessa a injustiça da distribuição de renda e suas consequências no
desentendimento dos cidadãos só assim podem perenizar-se na exploração da
sociedade.
Milhares
de horas de trabalho da população são destinadas a sustentar estes mecanismos
de poder com seus caros burocratas, exércitos, julgadores e manipuladores da
opinião publica que estão sempre a serviço dos donos da pátria os financistas acumuladores
de riqueza s via pirataria do trabalho humano.
Uma
falsa concorrência entre nações é o roteiro de teatro escrito para justificar sacrifícios
imerecidos do povo escravizado em nome de sua independência, seus resultados são
visíveis no engordar das posses dos dirigentes em contraste com a miséria de
qualidade de vida do povo.
Vivemos
nosso dia a dia em harmonia na maior parte do tempo, resolvemos nossas questões
com o outro sempre que necessário, dificuldades
que aparecem são corrigidas com parcerias construídas no momento não
teríamos nenhum problema de nos autogerirmos desde que não tivéssemos as
instituições a semear a discórdia e a violência entre nós sob o pretexto de nos
proteger.
O que é
assustador é o pouco esforço que é feito bem como sua quase nula divulgação
para termos uma gestão planetária sem estes muros artificiais chamados países e
assim estancarmos este gigantesco desperdício do trabalho humano, o que bem
verificamos não acontece no pequeno núcleo globalizado dos exploradores que nunca
tiveram pátria e as defendem em nome de facilitar seus atos predadores.
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