Escancarado
está que os eleitos não representam ninguém a não serem seus interesses
particulares de classe dirigente, comportam-se como executivos da elite
financeira sem compromisso algum com a nação e ainda se dão ao luxo de
brincarem com o povo através de projetos exóticos tipo construção de muro entre
dois países, brincar de guerra elegendo inimigos públicos e com isto distraindo
a população de seus objetivos predadores do bem comum.
O que deveria
ser um apostolado voluntário na busca de melhoria para a população virou um
serviço muito bem, direta e indiretamente, remunerado para acumulação de
riqueza na mão de um número cada vez menor de seres humanos, se assim podemos
chamá-los, sangue suga do trabalho escravo da imensa maioria da população de
nosso planeta.
Os
processos eleitorais são jogos de cartas marcadas contra a população, primeiro
porque verificamos não uma disputa sadia por um ideal de prestação de serviço
publico e sim um disputa entre grupos candidatos a trabalharem pela elite
econômica, segundo porque as amaras construídas pela sociedade de consumo e
competição tem um grande poder de trabalhar a questão do desejo do ser humano
em desfavor do mesmo, por sinal muito ampliado neste mundo globalizado.
O processo
é gerar o desejo, alimentar a fogueira da angustia, aparelhar o sentimento das
pessoas que o outro é o causador da sua desgraça e sair a enumerar inimigos
culpados pela insatisfação artificialmente alimentada pelo próprio sistema,
assim o ciclo se completa e mantém a população escrava do processo de
acumulação de riqueza, enquanto se distrai combatendo e odiando os pretensos inimigos
é espoliada na maior parte do seu esforço laboral.
Além
desta classe de dirigentes que disputam entre si esta pequena parte das benesses
de todo o trabalho humano, vemos um conjunto de intelectuais trabalhando com
afinco para justificá-la, como se tal coisa fosse possível, prestando um
desserviço à nação e ao mundo como um todo tornado hoje quase impossível
questionar o sistema, são do mesmo tipo que no passado justificavam o direito
divino dos reis em seu próprio beneficio.
Em síntese
não somos donos de nosso destino, não escolhemos lideranças e sim feitores pagos
com as migalhas da mesa dos predadores de sempre, os sacrifícios pelo bem da pátria
sempre são exigidos da massa trabalhadora em nome da ampliação da acumulação de
riquezas por poucos que foram produzidas por todos.
Devemos
descobrir o que o ser humano precisa realmente para viver em comunidade
cooperativa visando o bem estar comum, o que aí está já se mostrou ineficaz pelo
alto desperdício que gera e está muito próximo do esgotamento o que bem sabemos
sempre acaba por nos conduzir a guerras mundiais como esforço de saneamento
global com suas tristes consequências para a humanidade.
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