quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Novos Governantes Atestam o Óbito da Democracia Representativa.


                Escancarado está que os eleitos não representam ninguém a não serem seus interesses particulares de classe dirigente, comportam-se como executivos da elite financeira sem compromisso algum com a nação e ainda se dão ao luxo de brincarem com o povo através de projetos exóticos tipo construção de muro entre dois países, brincar de guerra elegendo inimigos públicos e com isto distraindo a população de seus objetivos predadores do bem comum.

                O que deveria ser um apostolado voluntário na busca de melhoria para a população virou um serviço muito bem, direta e indiretamente, remunerado para acumulação de riqueza na mão de um número cada vez menor de seres humanos, se assim podemos chamá-los, sangue suga do trabalho escravo da imensa maioria da população de nosso planeta.

                Os processos eleitorais são jogos de cartas marcadas contra a população, primeiro porque verificamos não uma disputa sadia por um ideal de prestação de serviço publico e sim um disputa entre grupos candidatos a trabalharem pela elite econômica, segundo porque as amaras construídas pela sociedade de consumo e competição tem um grande poder de trabalhar a questão do desejo do ser humano em desfavor do mesmo, por sinal muito ampliado neste mundo globalizado.

                O processo é gerar o desejo, alimentar a fogueira da angustia, aparelhar o sentimento das pessoas que o outro é o causador da sua desgraça e sair a enumerar inimigos culpados pela insatisfação artificialmente alimentada pelo próprio sistema, assim o ciclo se completa e mantém a população escrava do processo de acumulação de riqueza, enquanto se distrai combatendo e odiando os pretensos inimigos é espoliada na maior parte do seu esforço laboral.

                Além desta classe de dirigentes que disputam entre si esta pequena parte das benesses de todo o trabalho humano, vemos um conjunto de intelectuais trabalhando com afinco para justificá-la, como se tal coisa fosse possível, prestando um desserviço à nação e ao mundo como um todo tornado hoje quase impossível questionar o sistema, são do mesmo tipo que no passado justificavam o direito divino dos reis em seu próprio beneficio.  

                Em síntese não somos donos de nosso destino, não escolhemos lideranças e sim feitores pagos com as migalhas da mesa dos predadores de sempre, os sacrifícios pelo bem da pátria sempre são exigidos da massa trabalhadora em nome da ampliação da acumulação de riquezas por poucos que foram produzidas por todos.

                Devemos descobrir o que o ser humano precisa realmente para viver em comunidade cooperativa visando o bem estar comum, o que aí está já se mostrou ineficaz pelo alto desperdício que gera e está muito próximo do esgotamento o que bem sabemos sempre acaba por nos conduzir a guerras mundiais como esforço de saneamento global com suas tristes consequências para a humanidade.

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