domingo, 6 de março de 2016

Porque nos querem no papel de Salomé a pedir Cabeças na Bandeja.

     No palácio de Herodes Antipas acontecia uma festa sei que era de aniversário confesso que não sei de quem, todos já meio embriagados entusiasmaram-se com a talentosa dançarina sua sobrinha Salomé, que em sua apresentação de dança além de alimentar sua vaidade de artista rendeu-lhe o bônus de poder expressar qualquer desejo, fosse o que fosse, aconselhada por sua mãe que se sentia injuriada pelas pregações do profeta, ela pediu a cabeça de João Batista decorada em uma bandeja o que o tio Herodes prontamente atendeu.

     Parecem coisas antigas essas de pedirem cabeças em bandeja, mas na última semana em terras brasileiras era o tema do momento, não se pense que na festa não houve dança que não houve vaidade, a bela coreografia estava sendo ensaiada desde o final do ano passado, passo a passo preparava-se via mídia e redes sociais a evangelização da classe média burguesa, as receitas para tal são por demais conhecidas já funcionara com Getúlio e também em sessenta e quatro, sem esquecermos que nos tempos atuais de alta tecnologia de informação, que estão nas mãos dos mesmos de sempre e de modo exclusivo, sabemos de antemão o que os outros querem ouvir e fica muito fácil dizê-lo.

     Não é a primeira vez que batem panelas em janelas de bons apartamentos nos bairros ricos, não é a primeira vez que brincam de gangorra com o dólar e fazem escaladas de preço no varejo, não é a primeira vez que se joga lenha na fogueira arquitetando uma crise para inviabilizar um governo, não é a primeira vez que o poder econômico queima as gorduras em busca de garantir os eternos sete anos de fartura, não é a primeira vez que se jogam brasileiros contra brasileiros no interesse de poucos.

     A margem de manobra do poder econômico neste regime de democracia representativa é muito grande, a concentração de riqueza na mão de tão poucos permite manter a opinião pública constantemente controlada, tornou-se muito fácil para esta orquestração internacional deslocar os capitais financeiros com o objetivo de provocar crises ou sucessos onde bem entenda e assim obter esta guinada fascista que vemos em todo o ocidente, a história do pão e circo não pode continuar e temos que refletir e descobrir porque nos querem no papel de Salomé a pedir cabeças na bandeja.



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