Números frios
estatísticos presença mensurável de um objeto ou processo qualquer, por si só
são neutros permitindo sentimentos de júbilo ou depressão a critério de quem os
analisa, nem por isso são desimportantes até porque em verdade nunca os lemos e
sim os movimentos que atrás deles se escondem, se como já foi dito confirmar-se
que por trás dos movimentos há vida, podemos deduzir que por trás dos números
esconde-se um existir, hoje com alguns números redondos, o que por certo me
fascina quase tanto como os nominados cabalistas, permito-me apresentar-me
refletindo-os no meu blog.
Sucedeu-se agora em sequência o ultrapassar das dez mil
visualizações e as duzentas postagens sendo uma com mais de cem possíveis leituras,
sua imagem estética de alguns zeros encadeados a marcação de dezena de milhar e
das duas centenas me desnudam ao meu olhar, aqui partilho esta imagem do jeito
que me é possível da maneira que a interpreto, começo pela clara noção de tempo
dedicado a desvendar o que, por que e como o sou, não procure coerência e sim sequências
de fotos de um mesmo ser diferente, é o que reflete cada uma das postagens por
sua característica definidora de espelhar aquele particular momento vivido interagindo
com a humanidade.
É um conjunto
modesto de acessos, sei que muitos gerados por um apertar de mouse equivocado,
outros pelo acaso estatístico de um mecanismo de busca, alguém não deve ter
conseguido passar do título, outro desistiu no primeiro parágrafo, que assim seja
quero acreditar na hipótese de eventualmente ter sido lido por inteiro e talvez
até uns poucos mais corajosos avançaram na leitura de uma segunda postagem, aposto
na volatilidade deste compartilhamento entre o leitor e os escritos que me representam,
confesso-lhes que embora me alegre muito a possível constância de alguns
leitores, minha única pretensão é escrever e registrar, o leitor é um agradável
bônus.
Sei que é um
retorno, sempre o eterno retorno, passível de múltiplas interpretações pelo
fato de que é impossível o lido não sobrescrever o original pela própria
definição de indivíduo, cada texto multiplica-se pelo número de leitores respeitado
o seu momento o que se renova até em possíveis releituras, nos modestos um
dólar e cinco centavos que me credita o Google vejo caracterizado o leitor que
me é simpático, aquele que busca conteúdo a quem os algoritmos feitos cupido
não seduzem enamorando-o ao consumo.
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