quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Minha Luta: O Justo Nome Próprio.

     Olho para os lados e o que vejo? A luz que espraia sobre a nossa sociedade tem as características do período do pensamento Clássico, lembre-se que naqueles anos entre o século XVI e o XVIII nas ciências naturais nos dedicávamos a classificar o mundo, o fazíamos para os seus objetos inanimados, para os seus animais e para os seus irmãos na natureza os vegetais, e hoje repetimo-nos apenas alterando o alvo agora são os seres humanos os classificáveis, agrupamo-los pelos mais diferentes critérios e para cada unidade definida geramos políticas, movimentos, opressões e muito ruído nas redes sociais.

     Não os encontrei ainda, dois homens iguais, jogo todas as minhas fichas que não o é por serem poucos em número que conheço e sim porque de fato eles não existem, não tenho resposta ao por que da insistência de estabelecer ilhas isoladas de reivindicações, por cor ou gênero ou sexo ou situação econômica em suas combinações, existem tantos outros critérios formadores de guetos que nossa imaginação cria e a práxis implanta, como considero que todos têm o direito ao justo nome próprio, como seres indivisíveis classificados dentro de uma única regra “ser humano” essa é uma indagação sem resposta.

     Se dividir a complexidade nos ajuda a melhor entendê-la dividir a luta por certo nos enfraquece, sua única utilidade é servir aos pseudo-senhores em sua tentativa de usurpar nossa liberdade ampliando os grilhões de nossa escravidão, enquanto ficamos a remoer nossas dificuldades dentro e fora dos grupos de afinidade, esses senhores tiram todo o proveito que o poder lhes outorga pela fraqueza desta verdadeira torre de babel que se tornou a agenda de nossas reivindicações.

     Respeito total à soberania individual sobre seu corpo e espírito é o que quero para mim e para os outros, assim abrem-se todas as portas para o fim de qualquer tipo de discriminação tornando-se desnecessárias regras adicionais dirigidas por minorias sou a própria minoria e como tal sou também o todo completo e capaz de realizar a minha vocação para a relação libertária com os demais.

     Direito igualitário na distribuição do conhecimento e dos frutos da natureza gerados com ou sem intervenção do homem estende-me a dimensão de integração com o universo eliminando quase que por decreto a violência e me comprometendo totalmente com a construção do bem comum que nada mais é do que o espelho onde todas as imagens do bem pessoal refletem-se.          
        

     Se minha vontade é dedicada aos dois temas acima referidos que me parecem serem capazes de abranger todos os outros, encontro o caminho da justiça que é o respeito do homem para com o homem e com a natureza, essa sim é minha luta a qual devo viver e dar testemunho. 

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