domingo, 15 de novembro de 2015

Triste Homem que Colhe a Violência que Planta.

     Noite escura dos homens em plena cidade luz, não é um momento simples de tristeza, é momento de desolação de assumirmos a culpa todos, mata-se hoje com a facilidade da insensatez do homem, este que não consegue conviver com o outro sem a tentativa de explorá-lo, não é a hora de achar culpados os encontraríamos por todos os lados, é de reflexão séria sobre o organismo social que todos nós construímos e de reavaliar criticamente seus doentes fundamentos, rever as relações que definimos como corretas e por todos os lados vemos que não funcionam só geram violência.

     Transformamos tudo em um grande show, ora somos os gladiadores, ora somos o público sádico, aparecemos em postagens nas redes sociais, em manifestações coletivas, comunicando sentimentos inexistentes através de palavras vazias, em nada mudamos a postura do nosso dia a dia, continuamos a semear discriminação, exploração, falta de humanidade nos pequenos atos que empreendemos podemos então esperar um mundo diferente? Este é o nosso planeta feito a nossa imagem e semelhança, esta violência somos nós.

     Comovemo-nos com a barbárie, quando ela ocorre em um dos símbolos da gloriosa cultura ocidental porque não foi conosco, está longe e encaixa no conceito de unanimidade de bom tom, e quando ela está dentro de nossas casas, na nossa rua, em nosso bairro, nas nossas salas de aula e de trabalho? Por certo não sendo partícipe, o que muitas vezes o somos, voltamos o rosto para um ponto indefinido para o nada e nem mesmo a vemos, de tanto mentirmos para nós mesmos acreditamos que o inferno são os outros.

     Construímos leis para dobrar a coluna do homem de bem o submetendo ao flagelo do interesse minoritário da avareza, regulamos relações entre nações pela força do dinheiro ilegítimo que compra os seus exércitos com suas armas, celebramos acordos nas comunidades locais para justificar ter serviçais no nosso dia que mais parecem prisioneiros de guerra, discriminamos pela cor, pelo gênero, pelo aspecto, pela cultura, por simples diferenças artificialmente criadas com intuito de manter uma elite.

     Um basta à violência passa por entendermos que toda a morte, toda a mutilação física ou moral, enfim qualquer exercício de poder sobre um ou sobre muitos é uma manifestação fascista independente de sua origem e tão somente a eliminação desse fascista existente dentro de cada um de nós por uma análise crítica em todos nossos atos a ser realizada por nós conosco mesmo.               

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