Sempre foi assim,
sempre precisamos construir nossos guetos, guerreamos com não cristãos nas
cruzadas, caçamos as bruxas na inquisição, prendemos e exportamos comunistas na
repressão, é assim que funciona o Ocidente buscando inimigos, o adversário da
vez é o fumante, que colocado como câncer social cumpre o papel que o leproso vivia
na idade média, oportunizando nas ruas a realização pessoal de agressividade
que o ser humano insiste em usar no lugar do bom senso.
A nova lei
antifumo, legítima pantomima do mostrar serviço de um estado que para se
distrair, visto que é incapaz de produzir bem-estar, dedica-se a controlar os
cidadãos intermediando suas relações, processo absolutamente desnecessário,
pois fumantes e não fumantes têm perfeitas condições de negociar eles próprios
seus espaços, suas relações sociais e sempre foi assim, sempre as diversidades são resolvidas apenas com a boa vontade dos
envolvidos.
Não se necessita
nada mais do que respeito, o que adquirimos pelo conhecimento não por decreto,
para resolver o que a lei não solucionará os argumentos usados para intervenção
direta sobre o viver do cidadão não passam pelas validações mais simples, tipo
quantos tabagistas necessitamos para gerar morte passiva no mesmo tamanho de um
simples veículo que passa pela rua bem na nossa frente despejando sua descarga
poluente, por certo nossa cidade entupida de carros necessitaria algo do
tamanho de uma China em números de fumantes para causar o mesmo efeito da
multidão de automóveis que circulam inocentes, claro não posso brigar com
automóveis é mais fácil brigar com pessoas.
Não pretendo nem
entrar no mérito das intermediáveis agressões à saúde humana, geradas a cada dia
pela economia do lucro fácil com seu continuado desrespeito ao ser humano, esta
sociedade, dita da “livre iniciativa”, continuadamente exercita seu poder de
criar seres humanos doentes física e espiritualmente, com a complacência dos
mesmos poderes constituídos.
Não escrevo estas
linhas para defender ou atacar leis particulares como essa, mas sim para
combater esta máquina cruel montada para manipulação da sociedade através de
pueris distrações, como a lei comentada, escondendo o seu grande objetivo que é
manter a escravidão de todos nós em benefício de poucos homens livres (se estes
realmente existem), e assim continuamos como dantes vivendo de pão, circo e
acreditando que somos senhores de nós mesmos.
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