sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Quando Vamos Derrubar os Muros!

     Fronteiras entre nações, como explicá-las, ainda temos espaço no mundo globalizado para o conceito de nação? Por que não uma governança global estabelecida sobre trocas mediadas de serviços, bens, alimentos e arte, pois encontramos hoje nas nações apenas minorias oprimindo no âmbito interno e externo as mesmas e seu conteúdo principal os humanos.

     Uma governança global por certo começaria muito bem eliminando os grandes desperdícios gerados pelos gastos militares, pois esses se estabelecem na fictícia proteção contra imaginárias nações inimigas, e ainda lucraríamos com o fim dos dispendiosos mecanismos de gestão governamental que se reproduzem na direta relação com a quantidade de países.

     No mundo onde a arte, o trabalho e a informação são sempre e cada vez mais universais a migração é uma realidade e só não acontece em maior número pelo continuado construir de barreiras protecionistas que separam os diversos povos, buscando filtrar a convivência através de interesses normalmente não bem explicados.   

     Poderíamos trabalhar com a identidade de um grupo de pessoas para justificar a manutenção dessas estruturas arcaicas, porém isso já perdeu desde muito tempo o sentido, e só se mantêm através de constante e violento esforço de propaganda, estamos sempre inventando inimigos para unir seres humanos artificialmente ligados entre si dentro de muros, e a construção destes sempre foram a partir de conquistas feitas pela violência da guerra.

     Para exemplificar, quem torce por uma seleção nacional? Na verdade as pessoas torcem pelo seu time e pode-se ver claramente que se envolvem mais com os eventos entre nações pessoas que no dia a dia não curtem o esporte em questão e ainda assim por forte pressão midiática e se você gosta de corrida de automóvel você torce por um determinado piloto? Por um time de construtores? Sim e nunca por um estado constituído.


     Poderíamos encontrar um conceito de governança global, que substituindo o sistema representativo estabelecido na maioria dos países, estivesse baseado em mediação voluntária nas relações de trocas entre as pessoas, muitas já realizam trocas de maneira independente do lugar e só não o fazem com maior intensidade pela permanente repressão dos governos a esse tipo de iniciativa, temos que estimular o aprendizado da vida em rede e seus mecanismos de relacionamentos, quem sabe não é esse o caminho da liberdade que o homem sempre almejou.

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