Vamos fazer um
"minha culpa", conseguimos um resultado eleitoral decididamente à
direita, elegendo um congresso e possivelmente a maioria dos executivos aos
quais podemos prender sem nenhuma dúvida a etiqueta "conservador", com
certeza o preço a pagar será alto, estamos adiando por mais quatro anos a
reforma política e o enfrentamento do importante desafio que é a melhora da
educação.
Só cabe a nós
mesmos a responsabilidade por este fracasso são doze anos no poder e no quesito
educação nada fizemos, mantemos um ensino com alto grau de deficiência, herdado
por influência americana nos tempos da ditadura, quando penso que nesse período
poderíamos ter liberado um primeiro time com a marca de qualidade do ensino
integral, capaz de decidir com o discernimento de quem aprendeu a pensar as
melhores opções para nosso país, só tenho a lamentar-me por termos jogado fora esses
doze anos.
Não podemos
esquecer que os propósitos da direita, com suas enfeitadas e bonitas frases que
nada dizem, têm sempre foco em manter a elite no controle, via educação
insuficiente, primando por evitar o desenvolvimento da capacidade de análise
crítica, defendendo uma livre iniciativa estabelecida sobre a velha história de
vender oportunidades iguais para desiguais.
Sei que o momento
não é de riso, mas me lembrei da piada que fala do religioso que dizia dar tudo
ao Senhor atirando as moedas da coleta para cima e deixando que ele, o Senhor, servisse-se do que quisesse, é assim que vejo a direita
defendendo a violência econômica, policial e social contra o povo a quem acusa
de não aproveitar as oportunidades que a democracia lhes oportuniza por
negligência, preguiça e má índole.
Nossa tarefa
tornou-se muito mais difícil, teremos que levantar trincheiras na sociedade
civil, sem esperança de apoio significativo dos mecanismos públicos de gestão, o
que imagino só seja possível com um forte comprometimento individual, para
evitarmos a regressão do pouco que conseguimos de avanço, com cada um de nós
vivendo um dia a dia com posicionamentos transparentes, corretos e de continuada
vigilância.
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