Circular entre
as listas top dez define o viver século XXI assunto obrigatório nas redes sociais,
nas mesas de chope, nas conversar das esquinas, enfim parece que só o muito
clicado é realmente digno de ser vivido.
Conversando
com um amigo, refletimos sobre o tema, e concluímos o que temos é a mais
absoluta falta de assunto, porém temos um guia prático para emitir alguns sons
e sermos ouvidos, esses famosos top dez que iludem fazendo-nos pensar que
estamos por dentro, por dentro do que? Bom, aí já é pedir de mais, é top dez e
sou partícipe da maioria.
Bom caro amigo
as vantagens são óbvias, não preciso refletir, o tema está para nós como uma
fratura exposta, visível, claro, já decidido e mastigado é só me manifestar
sobre o mesmo, mais do que isso é só reproduzi-lo e serei aceito como parte do
rebanho, sou maioria.
Deve ser uma
questão de economia, devo estar desinformado, algum relatório científico,
certamente top dez, deve ter dito que parar e buscar algo dentro de si,
refletir sobre essa busca, deve ser prejudicial à saúde física e/ou mental, e
comentá-lo com alguém, deve ser altamente antissocial.
A tecnologia
não nos tem ajudado muito, não consigo vascular os meus neurônios, fazer um
selfie do pensamento do momento, montar um pequeno filme, nem ao menos tirar
uma simples foto, talvez isso seja a prova que o pensamento está em extinção,
pelo menos poderíamos ter alguma ONG que defendesse a preservação do mesmo.
Vamos admitir
realmente se desconheço os dez mais não tenho como comunicar-me, sou
considerado um cara sem assunto, desconectado, algo tipo um "Neo" que
acredita em oráculos e pensa que existe um mundo onde as regras de Descartes
são utilizadas na busca da verdade.
Como vamos
seguir o popularmente conhecido "Penso, logo existo" se em sua síntese
ele tem como fundamento o ato de duvidar, o que é completamente vedado à
geração top dez? Talvez o futebol seja a
solução é um tema que pelo menos gera milhares de teses admitindo o
contraditório, acho que vou me aprofundar nesse tema e ganhar meu passe livre
nas rodas de conversa...
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