O processo é
bastante claro para mim, trabalho minhas convicções, transformo-as em ritos,
tal como nosso querido animal o Burro, empaco na repetição interminável dos
mesmos, sou tentado a perpetuar o mesmo ritual tal como a Terra que não se nega
nunca a girar em torno do Sol.
Certo não é
uma repetição simples de fatos, talvez esteja mais próximo de uma estratégia de
enxadrista que privilegia a posição das peças no tabuleiro e não uma sequência
de jogadas, pois dependendo do adversário na partida a posição será alcançada
por diferentes caminhos.
Sim às vezes
só consigo mudar o rumo a partir de um grande impacto, tipo um bom chute no
traseiro, isto é, um movimento claro do parceiro de jogo, que me encaminha
decisivamente favorável à condução do mesmo, e me obriga a rever as posições do
tabuleiro que tanto amava, percebo que necessito encontrar novas posições
capazes de me trazer a força e o equilíbrio.
A mãe natureza
já nos mostrou esse caminho há milhões de anos, quando o impacto feroz de um
ser celeste qualquer a obrigou a redefinir a vida na Terra,
a era dos dinossauros terminava, outro vida começava a impor-se, nem melhor nem
pior do que a anterior, apenas uma manifestação diferente que a impulsionaria
para um novo ciclo de realizações.
Temos nossos
ciclos, compará-los carece de sentido, pois os mesmos aí estão para serem
vividos, e sempre em plenitude, gratidão é o que devemos ter aos incidentes que
em nós geram estas mudanças, podemos dizer que em cada um desses movimentos
renascemos, e assim nos desvinculamos por completo do período anterior como
exigência primeira para o novo momento bem o vivermos.
Não podemos
aceitar a monótona repetição das mesmas coisas, nem sempre somos os agentes da
mudança, nosso convívio é sim uma grande oportunidade para a mesma, apesar de
só nós mesmos podermos realizá-la.
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