quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

A Nação Brasileira, um povo sob Domínio do Medo.

 

                Medo da pandemia, medo da falta de emprego, medo da fome, medo da violência da bala perdida, medo da violência marginal ou oficial, medo da discriminação, medo dos poderosos, nos roubaram a dignidade e nos deixaram o medo, nada mais que morte em vida.

 

                Na juventude li um livro que me marcou por todos estes anos “Medo à Liberdade” de Erich Fromm, em nosso país a repressão se instalou em seu pretenso descobrimento e nunca mais nos abandonou, em maioria temos medo à liberdade e nos submetemos as forças colonialistas e seus representantes.

 

                Grande parte da população clama por um deus raivoso e punitivo, que à escravize aos seus dogmas, e a recompense com a falsa segurança que lhe traz, o não pensar, o não decidir, o tão somente seguir, malditos são os falsos profetas que a explora em nome desta sua fraqueza.  

 

                Grande parte da população é diariamente compelida a aquietar-se frente a violência deste falso jogo de bandido e mocinho, com suas balas perdidas, com suas brigadas justiceiras, em verdade farinha do mesmo saco com etiquetas diferentes, ora traficantes, ora milicianos, ora policiais militares.

 

                Grande parte da população foi subliminarmente seduzida desde a infância por uma falsa história nacional contada em cada lar, em cada escola, louvando os exploradores, os militares, os colonialistas, por sua capacidade de tomar a força a liberdade de existir em nome de falsos conceitos de deus, família e propriedade.

 

                Nos impuseram por formação deficiente e por violência um regime onde a maioria deve pagar as contas da minoria, sob pena de não o fazendo serem condenadas ao extermínio, criaram uma sociedade de castas onde o medo se impõe pela hierarquia de feitores a serviço dos poderosos, sempre em nome da tal de ordem e progresso.

 

                O medo é um dos talentos do homem que lhe ajuda a vencer os perigos, sempre que instintivo, funciona como alerta a oportunizar uma vitória sobre o inoportuno, porém a industrialização do medo como forma permanente de opressão escraviza o homem, e esta indústria no Brasil vem sendo aperfeiçoada em mais de quinhentos anos. 

 

                Não encontraremos outro caminho para sairmos do terror deste regime do medo que não seja a luta permanente de na base da sociedade construímos homens livres e como tal destemidos.               

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