Uma
mentira muitas vezes repetida assume característica de verdade, quem define a
narrativa é e sempre foi quem detém o poder, assim foi no Império Romano no início
da era cristã, assim foi na Igreja Católica da idade média, assim foi na Europa
pós renascimento assim é nos EUA após guerras mundiais e assim talvez seja na
China do investimento tecnológico.
Se é visível
que a União Soviética perdeu a guerra fria é impossível negar que o comunismo
por lá promoveu a libertação de uma enorme massa humana em regime de semiescravidão
no czarismo para emancipação econômica e social, algo que acontece agora na China
com o anuncio do final da pobreza extrema, já na sede do imperialismo e em seu
dito quintal perpetuam-se milhões na estrema pobreza.
Lembro-me
bem o que me fez migrar minha simpatia do modelo de construção do comunismo da União
Soviética para o da China de Mao, Stalin sendo desmascarado em seu autoritarismo
militarista desviando recursos que deveriam ampliar o bem estar da população de
seu país para o enfrentamento aos EUA na guerra fria.
Construir
a sociedade comunista não é uma tarefa fácil pois dependeremos sempre da incerteza
representada pelo ser humano em seu enfrentamento interno a estar em uma
situação de poder, o que pude novamente verificar mais tarde no caso da revolução
cultural de Mao que apesar de sua boa intenção espalhou injustiças como se pode
verificar.
No caso
das nações menores em porte, como Cuba por exemplo, a situação agrava-se por
serem sitiadas por todo o tipo de sanção á empobrecer a nação e por isso mesmo
penalizar seu povo pela diminuição das riquezas a serem distribuídas, por isso
mesmo mais meritório se torna os avanços conseguidos pelas mesmas em
alimentação, habitação, saúde e educação que são amplamente divulgadas pelos índices
internacionais de qualidade de vida e de igualdade social.
Talvez
hoje os estados de bem estar social mais bem sucedidos são os países europeus,
sempre não esquecendo que as gorduras que hoje distribuem entre suas populações
advêm de poupanças adquiridas de sua atuação colonialista, ou seja, foram construídas
pela exploração de outros povos e nações.
Sou
anticapitalista embora não comunista, me identifico com o anarquismo, porém me
obrigo a dizer que a teoria capitalista joga contra o bem estar social por
permitir a exploração do homem pelo homem, já a teoria comunista me parece
melhor aparelhada para corrigir desigualdades e injustiças sociais, apesar das
dificuldades que a humanidade tem tido para colocá-la na prática.
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