quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Síndrome Existencial Brasileira, Idolatria ao Coronel.

 

                Excluindo os homens livres estamos divididos entre os candidatos a coronel e os candidatos a vassalos, temos policiais, temos legisladores, temos juízes, temos executivos públicos, temos chefes religiosos todos candidatos a coronel todos expondo suas crises de humanidade via ignorância, via violência, no velho modelo paternalista colonial.

               

No novo Brasil como nos tempos antigos estes coronéis só são possíveis em nome do interesse da matriz colonialista, ao qual servem, que os autoriza a cometer suas pequenas maldades, sempre foram eles, os coronéis, que executaram o serviço sujo de explorar a natureza e o homem.

 

Desprotegida a população, ou se reveste de resistência em quilombolas compostas por homens livres, ou se presta a vassalagem idolatrando seu algoz em troca de proteção, assim abonando sua própria escravidão.

 

Como condenar os atingidos pela desesperança que se entregam a este desatino por seu despreparo propositadamente gerado pelos poderosos de sempre, condenados injustamente a gastar todos os seus esforços na luta pela sobrevivência, não lhes sobra o tempo para almejarem a liberdade.

 

Ao entorno destes coronéis, como ainda o é hoje, forma-se uma corte de candidatos as migalhas da partilha espoliada, pequena parte por sinal, que cabe ao chefe local, seu serviço é simples além da bajulação obrigatória, trabalhar em prol de manter a síndrome de vassalo em grande parte da população.

 

No mundo cada vez mais poderoso em tecnologia e globalização, quem faz este papel de corte aos coronéis são os diferentes influenciadores, nas mídias sociais, na imprensa oficial, nas organizações religiosas ou ideológicas, ao impingir dogmas via insistência programada de conversão.    

 

Mudou o cenário, mas o filme é o mesmo de dois a três séculos atras, regredimos no tempo não por acaso, mas por trabalho pensado de quem sabe que nossas riquezas humanas e naturais são um enorme risco para a matriz colonialista.   

 

Nossa luta é dia a dia manter o bom combate, convocando a nação para assumir sua vocação de homens livres, assim construído o tão sonhado Brasil cooperativo em vivência de bem estar social.

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