Nosso belicismo desfilou
acompanhando-nos desde nossos primeiros passos no planeta, enquanto não eliminarmos
todos os nossos concorrentes no passado longínquo não descansaremos, não sem
antes piratear alguns genes que pudessem nos ajudar a ser o que somos hoje, não
satisfeitos partimos como trogloditas a destroçar a natureza e por fim um
trabalho insano de buscar extinguirmo-nos como seres humanos, agora o homem
pode festejar conseguimos extinguir o ser humano.
O sonho dourado
da transcendência acalentado por Nietzsche de despojarmo-nos da casca ético-moral
impingida a nós pela civilização e lançarmo-nos para a potência do super-homem do
além-homem transmutou-se nesta carcaça sub-humana sem alma que hoje aí está com
nossos movimentos desorientados sem livre-arbítrio iludidos pela fantasia
mesquinha do direito de vivermos da existência e do trabalho do outro.
Este grau de
selvageria disfarçada pelo fino verniz de um ideal de progresso para a
humanidade com seus negócios mal cheirosos sempre nos vangloriando do número de
mortes, as quais os gângsteres gravavam como marcas em suas armas e nós o
fazemos pelo acúmulo de objetos inúteis de ostentação social, cada um desses
símbolos de poder está de modo inevitável e definitivo comprometido com a
exploração de alguém, com a fome de um, com a miséria de outro, com a morte de
alguém, o que não podemos identificar e aceitar como atitude de um humano.
Tornou-se
inviável separar o trigo do joio para tal teríamos que começar do zero queimar
a roça, plantar novamente, cuidá-la desde o início acompanhando todo o
crescimento com vigilância redobrada, mesmo assim muitos focos brotam em meio aos
jovens de preocupação com a qualidade de vida, não aquela do falso brilhantismo
do excesso de acúmulo do exagero de consumo que só pode ser conseguido com a ilegítima usurpação do trabalho alheio, e sim
com a realização própria pelo trabalho para a humanidade o que na medida
adequada corresponde às necessidades inerentes ao ato de viver, talvez aí
esteja a semente de nossa recuperação como um conjunto de indivíduos.
As ciências
exatas são o pavor atual da maioria permito-me entender esse fenômeno como
reflexo de nossa vocação atual para avestruz enfiando nossas cabeças em buracos
para fugir do perigo representado pela lógica do pensar o que por certo nos amedronta,
os nossos filósofos eram grandes matemáticos e hoje pacíficos nós aceitamos
sermos arrastados pela vida de rebanho evitando sempre pensar e decidir o que historicamente
nos definiu como espécie.
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