quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Droga nós Conseguimos Extinguir o Ser-Humano.

     Nosso belicismo desfilou acompanhando-nos desde nossos primeiros passos no planeta, enquanto não eliminarmos todos os nossos concorrentes no passado longínquo não descansaremos, não sem antes piratear alguns genes que pudessem nos ajudar a ser o que somos hoje, não satisfeitos partimos como trogloditas a destroçar a natureza e por fim um trabalho insano de buscar extinguirmo-nos como seres humanos, agora o homem pode festejar conseguimos extinguir o ser humano.

     O sonho dourado da transcendência acalentado por Nietzsche de despojarmo-nos da casca ético-moral impingida a nós pela civilização e lançarmo-nos para a potência do super-homem do além-homem transmutou-se nesta carcaça sub-humana sem alma que hoje aí está com nossos movimentos desorientados sem livre-arbítrio iludidos pela fantasia mesquinha do direito de vivermos da existência e do trabalho do outro.

     Este grau de selvageria disfarçada pelo fino verniz de um ideal de progresso para a humanidade com seus negócios mal cheirosos sempre nos vangloriando do número de mortes, as quais os gângsteres gravavam como marcas em suas armas e nós o fazemos pelo acúmulo de objetos inúteis de ostentação social, cada um desses símbolos de poder está de modo inevitável e definitivo comprometido com a exploração de alguém, com a fome de um, com a miséria de outro, com a morte de alguém, o que não podemos identificar e aceitar como atitude de um humano.

     Tornou-se inviável separar o trigo do joio para tal teríamos que começar do zero queimar a roça, plantar novamente, cuidá-la desde o início acompanhando todo o crescimento com vigilância redobrada, mesmo assim muitos focos brotam em meio aos jovens de preocupação com a qualidade de vida, não aquela do falso brilhantismo do excesso de acúmulo do exagero de consumo que só pode ser conseguido com a ilegítima usurpação do trabalho alheio, e sim com a realização própria pelo trabalho para a humanidade o que na medida adequada corresponde às necessidades inerentes ao ato de viver, talvez aí esteja a semente de nossa recuperação como um conjunto de indivíduos.


     As ciências exatas são o pavor atual da maioria permito-me entender esse fenômeno como reflexo de nossa vocação atual para avestruz enfiando nossas cabeças em buracos para fugir do perigo representado pela lógica do pensar o que por certo nos amedronta, os nossos filósofos eram grandes matemáticos e hoje pacíficos nós aceitamos sermos arrastados pela vida de rebanho evitando sempre pensar e decidir o que historicamente nos definiu como espécie.

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