O espaço do espírito
por certo acompanha o da matéria sendo assim complementos de um mesmo ser, temos
corpo caminhante temos alma andante, que em um bailado deslumbrante percorrem inseparáveis
e alimentam-se mutuamente da paisagem natural e social.
A rotina ilusória
do percorrer os mesmos caminhos, podemos afirmar o fingem todos, sabemos nunca iguais,
a negação desta pretexta verdade nos traz o conforto de somarmos descobrimentos
na natureza e no homem em sua sina de transmutação permanente como ser humano.
A solidariedade das
realidades físicas naturais reflete-se como um espelho na alma do homo sapiens,
trazendo partilha de alegrias, esperanças e mágoas, sendo esta completude a
utopia de tudo e de todos isto é o próprio homem.
Ao caminhar os
cinco sentidos libertam-se para exercerem-se em plenitude, transformando-nos em
uma única simbiose global, crescemos então em todas as direções sem os grilhões
da razão no domínio completo do império dos sentidos.
Disparam-se
pensamentos em todas as direções, constroem-se textos
sobrepostos, incendiados pela mesma chama dos repetidos encontros involuntários
com os quais em círculos nos deparamos, só nos resta acolhê-los e cercá-los de
cuidados para que cresçam até o ponto de se mostrarem para o mundo.
Então assim
podemos ser caminhantes errantes na sua melhor tradução o espaço para a vida,
justificando então o movimento contínuo, impreciso, desnudo de objetivos e sim
puro e simples confirmação do existir.
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