Alô, bom dia,
como vai você... Sim, essa cantiga do início da adolescência atinge-me em cheio
durante minha caminhada, já perceberam que estou em um dia leve, o fato que
provocou lembrá-la é eu insistir em cumprimentar as
pessoas com as quais me deparo neste caminhar diário cujo objetivo é manter a
circulação em dia, e nunca são poucas as pessoas que encontro entre elas
trabalhadores, corredores, passantes e também outros caminhantes.
Um olhar bem amigo...
Claro não é surpresa o continuado e repetido ar de desconfiança que desperta
nosso enxergar, nosso cumprimentar, tão diferentes como as pessoas são as reações
que se manifestam, algumas se negam ao cumprimento, o que respeito como sinal
de uma distância que se quer manter, outras aos poucos sendo cativadas retornam
cada dia mais simpáticas, o que recebo com alegria na alma.
Um claro sorriso...
Vejo principalmente, quase sempre no trabalhador, que começando cedo tal qual é
o horário em que gosto de caminhar, responde com espontaneidade e calor humano
a nossa atitude, talvez mais desarmado, talvez mais espontâneo, talvez mais
simples, por outro lado, provavelmente devido ao longo tempo de opressão social,
retornar a essa saudação é muito mais complicado para a mulher.
Um aperto de
mão... De qualquer maneira estamos em uma "sinuca de bico" difícil o
contato entre as pessoas tem que vencer esta dicotomia, violência, invasão de
privacidade, depressão e como contraponto a civilidade, a convivência fraterna
e fortaleza pessoal.
De nada custa ao
coração... As questões do coração são sempre difíceis, pois estamos em permanente
luta conosco mesmo somando e subtraindo impressões de quem encontramos
impressões estas por mais que insistimos em colocar como comprovadas são apenas
sensações produzidas pela nossa sensibilidade interna, nossos personagens nós os
construímos ao nosso bel-prazer e sem o compromisso com o que na realidade o
são, principalmente se de fato não os conhecemos, aplicamos rótulos comandados pelo
somatório de nossas experiências anteriores.
Fazer um bem
assim ao seu irmão... Não vamos discutir se seria bom para quem a recebe
a nossa atenção, estamos falando de disponibilidade para correr riscos, as
aproximações entre pessoas sempre têm como inevitável desafiar nossa
tranquilidade e acrescentar o belíssimo bônus que representa o encontrar-se no
outro.
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