sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Um passo uma Lembrança outro passo...

     Alô, bom dia, como vai você... Sim, essa cantiga do início da adolescência atinge-me em cheio durante minha caminhada, já perceberam que estou em um dia leve, o fato que provocou lembrá-la é eu insistir em cumprimentar as pessoas com as quais me deparo neste caminhar diário cujo objetivo é manter a circulação em dia, e nunca são poucas as pessoas que encontro entre elas trabalhadores, corredores, passantes e também outros caminhantes.

     Um olhar bem amigo... Claro não é surpresa o continuado e repetido ar de desconfiança que desperta nosso enxergar, nosso cumprimentar, tão diferentes como as pessoas são as reações que se manifestam, algumas se negam ao cumprimento, o que respeito como sinal de uma distância que se quer manter, outras aos poucos sendo cativadas retornam cada dia mais simpáticas, o que recebo com alegria na alma.
  
     Um claro sorriso... Vejo principalmente, quase sempre no trabalhador, que começando cedo tal qual é o horário em que gosto de caminhar, responde com espontaneidade e calor humano a nossa atitude, talvez mais desarmado, talvez mais espontâneo, talvez mais simples, por outro lado, provavelmente devido ao longo tempo de opressão social, retornar a essa saudação é muito mais complicado para a mulher.

     Um aperto de mão... De qualquer maneira estamos em uma "sinuca de bico" difícil o contato entre as pessoas tem que vencer esta dicotomia, violência, invasão de privacidade, depressão e como contraponto a civilidade, a convivência fraterna e fortaleza pessoal.

     De nada custa ao coração... As questões do coração são sempre difíceis, pois estamos em permanente luta conosco mesmo somando e subtraindo impressões de quem encontramos impressões estas por mais que insistimos em colocar como comprovadas são apenas sensações produzidas pela nossa sensibilidade interna, nossos personagens nós os construímos ao nosso bel-prazer e sem o compromisso com o que na realidade o são, principalmente se de fato não os conhecemos, aplicamos rótulos comandados pelo somatório de nossas experiências anteriores.
  

     Fazer um bem assim ao seu irmão... Não vamos discutir se seria bom para quem a recebe a nossa atenção, estamos falando de disponibilidade para correr riscos, as aproximações entre pessoas sempre têm como inevitável desafiar nossa tranquilidade e acrescentar o belíssimo bônus que representa o encontrar-se no outro.

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