O desencontro
entre a fé, baseada na impossibilidade da dúvida e a ciência que é a própria dúvida
me leva a refletir sobre as juras que diariamente o fazemos em relação a
metodologias, ferramentas, linguagens e soluções na área de TI.
Nosso
comportamento tentado pela fé, ou seja, a acreditar em verdades simplesmente
por acreditar, tirando a possibilidade de duvidar, é completamente incompatível
com a racionalidade exigida pela tecnologia da informação.
Montamos nossas
verdades em cima de conceitos que usamos no dia a dia, nos agrupamos em guetos
tecnológicos, escolhemos nossos sacerdotes, nossos gurus, negando a principal
verdade da ciência que é a evidente permanência e constância no erro como
impulsionador do novo.
Pois diferente da
fé que sempre está certa, pois é apenas um ato de vontade, a ciência sempre está
errada é na verdade a melhor foto de um momento, o que conseguimos estabelecer
como marco e que de antemão sabemos o tempo o irá senão desmentir projetá-la a
outro patamar.
Como podemos não
duvidar do caminho que escolhemos para nossos projetos, se assim o fizermos estamos
nos contradizendo como técnicos, nossas opções merecem a dúvida constante como
oportunidade de fazermos o projeto necessário para o amanhã que nos atenderia
hoje.
Temos tomado
seguidas vezes a cômoda opção de já tudo sabermos, de ter encontrado o caminho
da salvação, o próprio paraíso tecnológico onde temos a melhor solução, o mais
produtivo método, esquecendo-nos de que o céu só existe para quem desistiu da
vida.
Vamos pagar o
preço da dúvida, vamos questionar nossos métodos, vamos discutir o como e o porquê
das ferramentas com as quais trabalhamos, vamos
impulsionar o futuro, buscar a descoberta do amanhã, que só o questionamento
sério, a pesquisa continuada, a humildade do conhecimento e principalmente o
abandono da vaidade que nos estaciona no que já é passado, sem abrirmos mão de
apresentar resultados no presente.
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