quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O Ressentimento me Qualifica?

       Domingo, meio-dia, nas mãos de alguns, copo de cerveja, na de outros, vinho, as palavras chaves eram ética e moral, estava posta a mesa do debate, sim Dia dos Pais todos meus filhos  presentes e sem exceção zelosos na defesa de sua opinião, quando um levantou a questão do ressentimento, o quanto o era eu aderente a este, mas o tema morreu no seu início, afinal realmente ética e moral como tema cativam muito mais e reforço minha ideia de em postagem posterior colocar minha opinião. 

       Sendo uma faísca sem consequência na conversa de domingo, assim não o foi na minha discussão particular, aquela comigo mesmo, já na caminhada de segunda este foi o tema principal, e fiquei remoendo-o até apresentá-lo nesta postagem, por sinal tendo sido a mesma postergada devido a uma boa gripe de uma semana que insistiu em abater meu ânimo.

       Confesso meu primeiro impulso foi de rejeição, passo seguinte foi buscar consolidar meu sentimento inicial com o verdadeiro significado da palavra, busquei informações "Ação ou efeito de ressentir; em que há mágoa, angústia ou rancor" e não satisfeito corri atrás dos sinônimos e encontrei misturados entre outros, ciúme, inveja, zanga e até dor.

     Como não consigo ver muita afinidade entre minha maneira de pensar com nenhum desses conceitos, pois é clara nossa tendência à cegueira quando falamos de nós mesmos, saí a buscar o que visualizavam eles de circunstâncias e encaminhamentos de minha vida pregressa que assim permitiam associar minhas atitudes a sentimentos que realmente não cultivo em minha alma.

     Somos fortes em deixar pistas, em deixar rastros, os meus são por demais salientes, visíveis, expostos e não me foi difícil identificá-los apresentaram-se sob uma característica marcante de não me agarrar ao passado, mais do que isso, simplesmente arquivá-los na pasta do esquecimento, são rastros reais que não mais serão por mim pisados e nunca mais poderão me levar à sensação de ressentimento, quando eu o sei nada tem a ver e sim é apenas minha vocação de evitar contatos desnecessários, não consegui vestir o chapéu, mas pude observar o quão fácil é interpretarmos movimentos de terceiros e associá-los a maneiras de pensar que em nada lhes são justos. 

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