Sim, Sarau, por que não
Sarau, conduzido pelas mãos decididas, sensíveis e honestas do meu filho,
Pedro, encontro espaço neste caminhar, espaço de ver, espaço de ouvir, espaço
de compartilhar.
Escuto as leituras de
prosa e poesia, resultado de seu pensar ou da reflexão do pensar de terceiros,
vejo coragem de partilhar um pouco de si mesmo, sim mostrar-se, de cada um dos
participantes destas duas horas de lazer e companheirismo.
Vejo o coração de gente
a se expor, sabemos o quão difícil é enfrentar a crítica presença do outro
sempre pronto a julgar nossos esforços por um ângulo particular de suas
experiências, mas à medida que as almas aparecem vencem essas
resistências e impõe a alegria de crescerem juntas.
Não pude deixar de
participar, mostrar um pouco das minhas leituras, e inclusive começo mudando o
rumo do meu blog, voltando para o geral, desentocando reflexões que sempre
gostei de deixar marcadas em linhas escritas do compromisso com a minha
verdade.
Por óbvio, não acredito
em verdades absolutas, mal consigo acreditar nas minhas, pois apesar de todos
os anos de vida, sei que muitas ainda devem passar pela autocrítica permanente
contra a influência gigantesca desta máquina de destruir pessoas que é a
sociedade em que vivemos.
Conjunto de pessoas que
se encontram para refletir, não consigo visualizar um sarau de outra maneira,
ainda são nortes a indicar caminhos de vida e contra tantos outros que apontam
morte.
Duas horas a cada quinze
dias, pouco parece, mas não me iludo sei que acrescemos o antes e adicionamos o
depois, e na prática vemos que o encontro sempre mexe com muito da gente e por
muito tempo.
Importante saber que não
tem contraindicação, não existe hierarquia no saber, existe capacidade de
autocrítica, analise lógica, a busca do encontro mais importante que é o
conosco mesmo.
Sim, Pedro, continue me
guiando ao sarau, sim sarau, por que não sarau.
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