terça-feira, 15 de abril de 2014

Sarau

    Sim, Sarau, por que não Sarau, conduzido pelas mãos decididas, sensíveis e honestas do meu filho, Pedro, encontro espaço neste caminhar, espaço de ver, espaço de ouvir, espaço de compartilhar.

    Escuto as leituras de prosa e poesia, resultado de seu pensar ou da reflexão do pensar de terceiros, vejo coragem de partilhar um pouco de si mesmo, sim mostrar-se, de cada um dos participantes destas duas horas de lazer e companheirismo.

    Vejo o coração de gente a se expor, sabemos o quão difícil é enfrentar a crítica presença do outro sempre pronto a julgar nossos esforços por um ângulo particular de suas experiências, mas à medida que as almas aparecem vencem essas resistências e impõe a alegria de crescerem juntas.

    Não pude deixar de participar, mostrar um pouco das minhas leituras, e inclusive começo mudando o rumo do meu blog, voltando para o geral, desentocando reflexões que sempre gostei de deixar marcadas em linhas escritas do compromisso com a minha verdade.

    Por óbvio, não acredito em verdades absolutas, mal consigo acreditar nas minhas, pois apesar de todos os anos de vida, sei que muitas ainda devem passar pela autocrítica permanente contra a influência gigantesca desta máquina de destruir pessoas que é a sociedade em que vivemos.

    Conjunto de pessoas que se encontram para refletir, não consigo visualizar um sarau de outra maneira, ainda são nortes a indicar caminhos de vida e contra tantos outros que apontam morte.
  
    Duas horas a cada quinze dias, pouco parece, mas não me iludo sei que acrescemos o antes e adicionamos o depois, e na prática vemos que o encontro sempre mexe com muito da gente e por muito tempo.

    Importante saber que não tem contraindicação, não existe hierarquia no saber, existe capacidade de autocrítica, analise lógica, a busca do encontro mais importante que é o conosco mesmo.


    Sim, Pedro, continue me guiando ao sarau, sim sarau, por que não sarau.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário