Penso na violência
como algo inerente ao homem, assim sendo não a contesto, a história tem nos
brindado com manifestações desta em grande qualidade e quantidade, sua
avaliação e suas consequências são sempre dependentes de quem escreve a
história, o vencedor será visualizado por atos de heroísmo e bravura, a
brutalidade e crueldade será a vestimenta do perdedor.
Todos nós nos
defrontamos com ela, inúmeras vezes somos os próprios protagonistas da
violência, muitas vezes só enxergamos a física, quando consequências muito mais
graves de humilhação, fome e pobreza são nos apresentadas no dia a dia pela
estrutura legal violenta que é a organização social hoje existente em toda a Terra.
Por sorte, eu
particularmente só convivi com pequenos momentos de violência, aqueles normais
na infância regrada por preconceito aos alemães no pós-guerra, depois de adulto
algumas quatro ou cinco vezes que apanhei de mulher irritada (por certo culpa
minha), ou ver quebrarem um a um os discos que eu insistia em escutar e claro
como todos sofri a impiedosa violência profissional que é sempre consequência
para quem não aceita esta estrutura dita competitiva que nada mais é que a lei
do mais forte disfarçada de civilização, lei essa tão antiga quanto o homem.
Nunca reagi, não é
do meu perfil, violência não é inerente a mim, claro busquei me proteger, claro
busquei soluções alternativas para evitar consequências graves, porém sempre me
seduziu entender o que se escondia por trás da raiva, o que os fazia perder a
cabeça, e busquei sim por aí aumentar minha imunidade a ser violento.
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