"Não há necessidade de grelhas, o inferno são os outros", já dizia
Sartre, e assim dizemos nós acobertando nossas deficiências, trabalhamos
permanentemente fazendo papel de vilão (sob a ótica dos outros) e herói (sob
nossa ótica).
Esse
comportamento tem seu correspondente na TI, onde o único problema de nossos
sistemas são os usuários, claro que os usuários são desqualificados, claro que
os projetos são incompreendidos, claro que as definições são incompletas, claro
que as previsões são equivocadas.
Não
tenho nenhuma dúvida que trabalho com as melhores ideias, sou melhor em quase
tudo principalmente nas melhores desculpas, tenho desde já todos os culpados
identificados e certamente não sendo eu os são aqueles que comigo envolvem-se.
Insisto no foco de que o problema não é resultado do que fazem e dizem para o
que estamos sempre atentos, mas sim como vejo e escuto quase sempre mascarado
pelo filtro da soma das minhas experiências e do fraco autoconhecimento.
Ser um
time, que infelizmente confundimos com abrir mão em prol de outrem, o certo
nunca passou por aí, quanto mais trabalho minha autoestima mais acrescento ao
time, o conjunto de individualidades soberanas é condição de sucesso.
Defendo
partilhar definições e problemas, organizados em grupos pequenos, nos quais os
diferentes talentos individuais são conhecidos e em cada atividade requerida
todos executam todos os papéis, aprimorando-se como
indivíduo e crescendo como equipe que assume e executa responsabilidades.
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