quarta-feira, 23 de abril de 2014

Da Solidão

   Busco sempre a solidão isso faz parte do meu ser, e persigo buscando-a nas multidões, nesta busca já construí e não soube manter duas famílias com o saldo maravilhoso de quatros filhos, sem falar nas outras tantas pequenas histórias..., o que não me é novo, já na infância enquanto me preparava para o mundo, durante o dia agitado, envolvido em muitas atividades, convivendo com muita gente, porém de fato, na cama entre o acordando e o dormindo a construir sociedades fantásticas com seus impérios e seus personagens, contando-me essas histórias que vivia meu grande momento.
  
   Em nada isso significa abrir mão da convivência, pois sempre esta por suas diferenças apontava a direção de que comigo mesmo estava o caminho, gosto de contrapor-me aos outros, ver sua força e beleza e com isso, bom observador de seus espíritos, descobrir minhas fraquezas, encontrar meus limites (que são infinitos) e ter o prazer de entender que vivo estou Morrendo.  
   
   Se tiver pontos fracos, esses não me atraem, de nada me servem neles não preciso me apoiar, sempre soube que a vida é só o presente, o passado não te ensina (como a história o passado só se repete por farsa) e o futuro não existe, todos os chavões sobre esse tema, que tanto ouvimos, são feitos apenas para quem não tem coragem de enfrentar que só o presente existe e o melhor deste é o eterno diálogo contigo mesmo.

  A solidão tem esta força, de permitir a construção do teu presente gastar as tuas melhores energias, teus pensamentos, contigo mesmo, aquele grande filósofo alemão Schopenhauer já dizia quem muito lê não pensa e sim pensa o que outros pensaram, assim também quem busca  estar sempre acompanhado em verdade pensa que vive, vivendo a vida que outros viveram.

   Alguém inventou que a fraqueza era o bem, estimulando as pessoas a se abraçarem em mútuos apoios, conceitos morais onde em grupo fogem de si mesmas para buscar a felicidade, não posso de sã consciência acreditar que pessoas que não sabem viver sozinhas possam compartilhar qualquer coisa com alguém, na verdade estão a distrair-se da infelicidade.   


   Claro isso é uma espécie de loucura, pois louco é quem enquadra o mundo com olhos diferentes, mas que fazer é só como sei viver.

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