Busco sempre a solidão isso faz parte do meu
ser, e persigo buscando-a nas multidões, nesta busca já construí e não soube
manter duas famílias com o saldo maravilhoso de quatros filhos, sem falar nas
outras tantas pequenas histórias..., o que não me é novo, já na infância enquanto
me preparava para o mundo, durante o dia agitado, envolvido em muitas
atividades, convivendo com muita gente, porém de fato, na cama entre o acordando
e o dormindo a construir sociedades fantásticas com seus impérios e seus
personagens, contando-me essas histórias que vivia meu grande momento.
Em nada isso significa abrir mão da
convivência, pois sempre esta por suas diferenças apontava a direção de que
comigo mesmo estava o caminho, gosto de contrapor-me aos outros, ver sua força
e beleza e com isso, bom observador de seus espíritos, descobrir minhas
fraquezas, encontrar meus limites (que são infinitos) e ter o prazer de
entender que vivo estou Morrendo.
Se tiver pontos fracos, esses não me atraem,
de nada me servem neles não preciso me apoiar, sempre soube que a vida é só o presente,
o passado não te ensina (como a história o passado só se repete por farsa) e o
futuro não existe, todos os chavões sobre esse tema, que tanto ouvimos, são
feitos apenas para quem não tem coragem de enfrentar que só o presente existe e
o melhor deste é o eterno diálogo contigo mesmo.
A solidão tem esta força, de permitir a
construção do teu presente gastar as tuas melhores energias, teus pensamentos,
contigo mesmo, aquele grande filósofo alemão Schopenhauer já dizia quem muito
lê não pensa e sim pensa o que outros pensaram, assim também quem busca estar sempre acompanhado em verdade pensa que
vive, vivendo a vida que outros viveram.
Alguém inventou que a fraqueza era o bem,
estimulando as pessoas a se abraçarem em mútuos apoios, conceitos morais onde
em grupo fogem de si mesmas para buscar a felicidade, não posso de sã consciência
acreditar que pessoas que não sabem viver sozinhas possam compartilhar qualquer
coisa com alguém, na verdade estão a distrair-se da infelicidade.
Claro isso é uma espécie de loucura, pois
louco é quem enquadra o mundo com olhos diferentes, mas que fazer é só como sei
viver.
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