O diretor
põe as cartas na mesa, são só três, primeira o plano sequência termina na morte
do protagonista, segunda não há roteiro é decidir e assumir, terceira o
protagonista é o próprio diretor.
Pode
parecer insano, mas é lucido por demais, não é um documentário, mas é a ficção
mais espetacular, o ato de viver, uma verdadeira experiência libertária com
todas as suas consequências.
O
cenário o planeta terra que acompanhado de todos os figurantes, a sociedade
humana, vão gerar as circunstâncias frente as quais o protagonista vai
continuamente, a lá Descartes, decidir e assumir seu rumo.
A
vantagem do plano sequência único e a imersão completa de todos que compõe o
público no seu próprio drama/paixão que é o existir, usufruindo assim sua
potência de super homem.
A não
existência do roteiro só se justifica por uma pré-condição imposta ao
protagonista, despir-se das injunções que desde antes de seu nascimento a civilização
tenta impor ao seu pensar, ao seu existir, como movimento de busca permanente.
A ideia
é simples, uma experiência de solidão que não esteja descomprometida do afeto
exigido pelas suas decisões em relação ao outro como realização de si mesmo.
Obviamente
não teremos fracassos e sucessos, pois ambos são um mesmo fator de prazer do
viver, cada passo é tão somente um passo, sem rótulos pois estes nada mais são
do que pré-julgamentos de quem não é livre e não aceita a liberdade do outro.
A vida é
por si só prazerosa e feliz, sempre estamos a ganhar em espaço/tempo quando
decidimos e assumimos por nós mesmos, neste processo estaremos sempre a
descobrir e com isso realizando nossa vocação.
Este
sonho de realizar seu próprio filme está ao alcance de todos, mãos a obra,
vamos buscar nossa paz e com ela agregar paz e felicidade a humanidade.
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