Onde
estamos, neste canto de universo que conhecemos tão pouco, pretendemos que a
vida seja o marco a ser buscado por todos os cantos, isso é prepotência, somos
fascinados por imagens a nossa semelhança.
Na
própria interpretação dos seres que compõe nosso modesto planeta nos falta
ainda tanto a descobrir, pensando no universo como um todo há uma inimaginável
quantidade de descobertas a serem realizadas.
De fato,
permanecemos fiéis aos tempos em que afirmávamos que tudo dependia da terra, centro
do universo, assim como nós centro da criação, constantemente desmentidos, apenas
atualizamos a nossa prepotência.
Mesmo
dentro de cada um de nós seguimos analfabetos ao desvendar o que são nossos
sonhos, como funcionam os mecanismos de nossos desejos, e principalmente que
forças podemos ativar em nós mesmos.
Uma
bagagem cultural genética tem nos sido transferida de geração em geração, nos
impedindo de abandonarmos a servidão a postulados que nos impossibilitam
atingir a liberdade, nos ensinam a depender como razão de viver.
Quanto
mais acorrentados a verdades menos lucidez teremos, como perceber forças
poderosas que por certo existirão, se não nos libertarmos dos dogmas que nos
fazem parecer superiores.
Por certo
somos importantes, como todo o universo é, estar disponível para experimentar
outros movimentos importantes é um primeiro passo para desvendarmos estes múltiplos
mistérios que nos cercam.
Todo o
conhecimento como processo exige questionar premissas pré-existentes, pois são
apenas imagens de momentos, serão substituídas por novas fotos em outro
instante, quanto maior o espectro de premissas questionadas, maior inovação obteremos.
Nos
especializamos em criar dificuldades para o exercício da liberdade, somada a
carga genética cultural, somos educados em famílias e escolas autoritárias e
castradoras, criamos milhares de estruturas organizacionais que cultuam a servidão
e obediência.
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