Sou do
tempo que era proibido proibir, evitar a influência do meio era nosso existir,
como adaptar-se a esses tempos de hoje que são de aderir. Éramos unos no
divergir.
Caso
fosse possível ler nossos passos estaríamos sim a contar histórias que maiores
não podem hoje ouvir, só seus ruídos já fogem da reta, a régua traçada, que os
novos tempos estão a exigir.
Todo
desvio de rota atrai tempestades em tempos de normalidade, quando nascemos sob
o signo da rebeldia, isentos somos de nos enquadrar, conhecemos os cordões que
estão sempre tentando nos manobrar.
No novo
espaço/tempo, onde o controle é menos físico mais mental, as correntes são mais
fortes, presentes na mente de cada um, vivemos uma sociedade onde cada um se
policia com medo de ser reprovado pela maioria.
Não é
que muito acertávamos, simplesmente muito vivíamos, não se tinha caminhos pré-definidos,
mas sim experimentos a realizar, sem eles nunca nada poderíamos afirmar, e assim
construir as leis a nos guiar.
O que
hoje pareceria transgressão noutros tempos era o descobrir, como abrir a alma a
mostrar-se em um tempo onde se pensa que todas as verdades já foram
encontradas, bem o sabemos que o homem ainda está por inteiro a decifrar o que
é mesmo a natureza e a humanidade.
Não tem
como nos acomodarmos ante tanta verdade pronta, a história nos demonstra que as
certezas do hoje sempre são desmentidas no amanhã, e este é um processo que não
podemos abrir mão de participar, fazer a história é nossa vocação.
São
estas histórias de desafio permanente as estruturas de poder que não podemos
contar, sob risco de ofender o tal do senso comum que retira a liberdade do existir
e nos reduz a massa de manobra de escusos interesses.
Mas que todos saibam que elas são reais, se contam sozinhas, para quem tem os sentidos atentos ao outro e não funcione como um morto/vivo um simples zumbi.
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