Desvio
de um, tropeço em um segundo para cair em um terceiro, nossa maratona diária ante
a avalanche de recortes inúteis ao qual estamos expostos nas redes sociais.
Seu conteúdo é inferido tão somente
por passarmos por estes recortes, de maneira meio que subliminar, não paramos
para lê-los, nosso cérebro, porém adivinha-o palavra por palavra.
Pecam
pela insuficiência, afinal não refletem um pensamento quando não vistos no
conjunto da obra, pecam por ineficiência, gerando emoções pobres desperdiçadas no
próprio momento de seu aparecimento.
Uma obra
pode nós ajudar a encontrar um nosso caminho, já o recorte desta em quatro ou
cinco palavras encadeadas em uma frase, é apenas uma falsa verdade pois não faz
jus há quem a lê, nem a quem a publica e muito menos ao autor da obra.
Altivos,
disfarçados em grandes verdades, impositivos se julgam inegáveis, para estes o
fim justifica os meios pois dispensam argumentação, são razão em si mesmos e
assim neste embuste se apresentam ante nós a cada momento.
Ainda os
prefiro não assinados com crédito ao autor, porque a simples referência a um
nome ilustre, pinçados ou não de parte da obra deste, é o exercício de um autoritarismo
para gerar credibilidade há quem o cita.
O poder
de síntese é um mérito maravilhoso, sempre que complemente uma ideia, mostrando-se
como um grande final de seus raciocínios abrilhanta o autor ampliando o poder
de sedução deste.
Alguma
razão deve haver para que assim nos exponham a estes inúmeros recortes,
confesso que não a conheço, talvez seja apenas a necessidade de expressar um
instante de emoção e sentir-se irmanado neste por outrem.
Um pouco
somos assim mesmo, nossa inegável vocação de lançarmo-nos ao outro somada a complexidade
de cada um de nós, nos encaminha a buscarmos identidade no conjunto de chavões
disponibilizados.
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