O medo
de enfrentar seus demônios internos, sua incapacidade de viver o conhecimento
de si mesmo, conduz os neofascistas a esbravejar violência contra tudo que é
humano assim se penitenciando contra o ódio que tem de si próprios.
É uma
característica fascista a covardia de assumir sua individualidade, protegem-se
apoiados no que chamam de tradição que nada mais é do que um conjunto de pratos
feitos aos quais se submetem pelo medo de criarem.
Tanto
não se assumem que lhes falta coragem de andar de peito aberto, estão sempre em
pequenas gangs paramentados de instrumentos que pensam possa lhes dar a força
que eles como indivíduos sabem que não tem.
Sua
falta de humanidade é tão gritante que necessitam fabricar super-homens aos
quais lhes entregam obediência absoluta, libertando-se assim do fardo de serem
livres podem funcionar como marionetes imunes a tentação do bem e do mal.
Apoiam-se
sempre em conceitos vazios, apenas palavras de ordem de uso universal que dispensam
explicação, sua incapacidade de refletir sobre um pensamento olhando sua
diversidade os torna refém de dogmas aos quais se submetem.
O
espelho os assusta, principalmente a visão do outro que em suas diferenças o
incita a ver-se e a entender-se, deste medo nasce a insegurança e a crença cega
que deve combater o diferente.
São sim
mortos vivos, incapazes de errar ou acertar, obedientes julgam-se destinados a
guerrear, isentando-se de culpa ou glória, imolam-se ao sacrifício de uma
existência sem finalidade própria destinada apenas ao ódio e a violência ao
outro.
Seu
desserviço é terrível ao conjunto dos seres humanos, sempre estão a serviço de
quem possa acumular posses por exploração do homem pelo homem, gerando com isso
mais desigualdade e competição.
É dever
nosso combater o fascismo em todas as suas frentes como única maneira de
avançarmos para uma sociedade colaborativa, justa e igualitária.
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